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ZOOFILIA x ANORMALIDADE

Quinta feira, 04 de Novembro de 2010
ZOOFILIA x ANORMALIDADE

372 – COMPORTAMENTO – Têm gente que anda fuçando tanto a internet que acaba encontrando fórmulas milagrosas, outros acham tesouros esquecidos, alguns passam a acreditar no Boi Tatá, enfim, a internet é isso mesmo; é território livre de dogmas e crendices; um livro escrito a bilhares de mãos onde cada um conta e publica aquilo que lhe vem à cabeça; saber o que é sério e verdadeiro é apenas uma questão intrínseca de cada um.

Eu que fuço apenas o necessário para enriquecer meu módico conhecimento de almanaque, fico observando as mudanças que os ventos andam trazendo do exterior; as tendências virtuais são tão fortes e esmagadoras que basta alguém publicar algo diferente para que o mundo todo inicie um movimento de modismo; é então à hora de adesão onde cada pessoa começa ou a admirar ou a odiar. Isso ocorreu na década passada quanto à moda era pedir auxílio para encontrar crianças seqüestradas; depois vieram os vírus mortais disfarçados em apelos sexuais; as correntes de cartas oferecendo dinheiro fácil também foram uma febre; mas com o passar do tempo e a alta tecnologia de informação, muita coisa ficou no esquecimento.

Nos últimos meses o que estava esquecido e acabou retornando com toda força foram os vídeos pornográficos onde pessoas aparecem fazendo sexo com os mais diversos tipos de animais. O temo em inglês para qualificar tais vídeos é “animal sex” e aquilo que iniciou com vídeos em VHS nas décadas de 70 e 80, tornou-se comum através de sites especializados logo no início das transmissões virtuais na década de 90. Depois estes vídeos começaram a sumir até que desapareceram de vez. Quase uma década depois eles começaram a aparecer e agora tem gente apostando firme em vídeos recentes que promovem filmes em DVD. Geralmente cães e cavalos são submetidos a seções sexuais com mulheres e homens e o que se vê é simplesmente desanimador, execrável, abjeto e ignóbil!

Sabemos que 90% ou mais dos acessos da internet mundial são fomentados pelo apelo sexual; principalmente os homens, mas há um grande número de mulheres, acreditam estar diante de uma facilidade quando acessam sites pornográficos; é o chamado sexo seguro, pois raramente há contato físico e os participantes extasiam suas libidos em fotos, filmes e contos eróticos. Se por um lado é óbvio da existência de segurança de saúde, por outro lado podemos estar alimentando uma multidão de psicóticos compulsivos por sexo virtual que desprezam completamente uma visão humanista e social de comportamento. Isso se aplica em parte aos simpatizantes e adoradores do animal sex!

Por eu estar nesta vanguarda de anunciar os fatos e denunciar os abusos, centenas de pessoas enviam todo tipo de queixa e uma delas é a atual onda de vídeos sexuais envolvendo animais. Muitas pessoas querem denunciar, outras querem mostrar; os vídeos são plenamente legais se feitos e assistidos por pessoas de maior idade, pelo menos é isso que preceituam as leis da maioria dos países, mas a questão maior não é essa, a da legalidade; a maior questão e problema envolvendo os tais vídeos sexuais com animais é o fator psicológico e psiquiátrico. Pessoas que se excitam ou praticam sexo com animais são caracterizadas como pertencentes a um grupo de distúrbios sociais os quais chamamos “parafilia”. Parafilia é um padrão de comportamento sexual no qual, em geral, a fonte predominante de prazer não se encontra na cópula, mas em alguma outra atividade. São considerados também parafilias os padrões de comportamento em que o desvio se dá não no ato, mas no objeto do desejo sexual, ou seja, no tipo de parceiro, como, por exemplo, os animais!

Em determinadas situações específicas o comportamento sexual parafílico pode ser considerado uma incoerência, devassidão ou monstruosidade, caso específico do sexo com animais selvagens e domésticos, mas muitas das práticas consideradas no passado como parafílicas agora começam a ser consideradas normais; no máximo uma compulsão, como os casos de quem se masturba muito, da mesma forma que o sexo anal, a homossexualidade e sexo oral também já foram classificados de igual forma.

Do ponto de vista científico, seja qual for o comportamento sexual, o que define uma classificação é o grau de intensidade de sua prática; o comportamento só é considerado parafílico dependendo de um grau muito elevado das convenções sociais reinantes em um momento e lugar determinados.

Aqueles que praticam, admiram ou simpatizam com atos sexuais com animais são chamados de zoófilos e assim são definidos pela atração e envolvimento sexual que sentem por qualquer tipo de animais que não sejam os humanos. No passado o ato sexual entre seres humanos e animais eram rotulados como bestialidades.

O incrível é que em muitos países a cópula entre humanos e animais é aceita, caso exemplificado em muitas nações africanas; em outros países este tipo de comportamento não é citado em códigos legais, mas nas nações civilizadas o sexo com animais é considerado um ato cruel e abusivo aos animais ou ainda crimes contra a natureza.

Freud caracterizou a zoofilia como transtorno da sexualidade humana; e tal conceito foi tão largamente aceito que entrou para o Código Internacional de Doenças. A maioria dos psiquiatras informa que os zoófilos são pessoas dotadas de neuroses, rudez, apatia e incivilidade, aliado a um forte bloqueio a afetividade do amor com parceiros.

As associações diretas entre a zoofilia e transtornos neuróticos referenciados no artigo citado devem ser vistos com alguma ponderação; várias outras perturbações mentais foram revistas ao longo da história da psicologia. De acordo com as hipóteses hodiernas a zoofilia poderia ser considerada como um transtorno mental se causar um enorme sofrimento humano à pessoa que a pratica. Há de se considerar, contudo, que as relações sexuais entre seres humanos e seres animais poderiam ser vistas como uma forma de abuso animal. Em contrapartida é bem conhecido que muitos jovens chegam a manter relações sexuais com animais em sua adolescência sem que isso possa ter qualquer apelo dramático.

Os velhos vídeos onde mulheres se deliciam com introduções de pênis de cães e cavalos, outras tentam fazem sexo com o corpo de ofídicos como cobras, alguns que mostram felinos lambendo os seios, enfim; seja qual for à prática, não importando o grau, o sexo com animais sempre existiu e pelo visto, jamais deixará de existir e assim sendo, haverá sempre os que venerem, nem que seja através da visão; da mesma forma haverá os que exploram isso em escala comercial, organizando filmes e os pondo a venda, ou simplesmente, publicando na internet; seja para manter os antigos praticantes, seja para arrebatar os novos apreciadores.

O que necessita ser explicado é que tanto os novos, quanto os velhos vídeos; nenhum é jocoso, apropriado ou crível. Um homem ou mulher que se encanta com o prazer sexual advindo de um ser animal necessita urgentemente rever seus conceitos; num segundo plano, dependendo do caso, esta pessoa deve buscar ajuda médica adequada. Uma característica desta natureza jamais pode ser considerada como um fato inusitado apenas; a excepcionalidade pode estar distinguida no tocante ao inesperado, mas apenas isso, porque todo o resto é anomalia e no mais alto grau do significado, monstruosidade.

Afirmar que um cão ejaculando seu sêmen ou tendo seu órgão genital, sendo utilizado por alguém; ou ainda, como se observa em vários vídeos, mulheres tentando introduzir pênis de cavalos dentro de si, como algo natural e prazeroso; desculpem-me os críticos, mais isso é caso clássico de internação. Uma pessoa que sente tais prazeres, mesmo que através de vídeos, para praticarem estupros ou pedofilia é um “pulinho”.

Este é o meu julgamento pessoal; mudá-lo é impossível; aceitá-lo, repugnante!

Carlos Henrique Mascarenhas Pires

WWW.irregular.com.br



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