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VOSSA MAGESTADE, O IMPERADOR ZÉ

Quinta feira, 01 de Dezembro de 2005
VOSSA MAGESTADE, O IMPERADOR ZÉ

Não é de hoje que sabemos de histórias de homens fortes que manipulam governos e governantes e é de histórias como estas que a máxima “é melhor ser amigo do rei” impera até dias atuais.

Na Roma antiga sempre havia os conselheiros que decidiam os passos dos césares e até nos momentos em que o triunvirato foi implantado nas bases “democráticas” romanas os conselheiros ou homens de ferros agiam e eram eles quem fazia as sentenças finais.

Aqui mesmo em “terra brasilis” os imperadores tinham seus asseclas mais fieis que não só serviam de olhos do povo para as cortes mas também influenciavam e sempre estavam fazendo “lobby” para promoções de amigos e beneficiamento próprio, que o digam os historiadores que esmiuçaram os anais referentes aos barões do império como Rio Branco.

Mas passando para uma parte mais recente da história, é difícil esquecer de Antonio Carlos Magalhães no governo Sarney; Paulo César Farias com Collor; Sérgio Motta em Fernando Henrique Cardoso e José Dirceu no governo Lula. Estes senhores, que me perdoe à ausência de dois deles que já estão no céu (ou no inferno) eram chamados de Primeiros Ministros pelo acumulo de poder e a força que exerciam no Planalto.

ACM foi tão humilhado que renunciou posteriormente e hoje só possui algum prestígio (pouco, muito pouco) na Bahia; Paulo César Farias morreu ainda em fase investigatória de denúncias que o apontava como chefe de um grande esquema de promoções e lavagem de dinheiro; Sérgio Motta também morreu mas não chegou a ser acusado formalmente de alguma coisa, este morreu no ápice do poder e José Dirceu, o homem de ferro de Lula se viu diante de uma dos maiores escândalos da república recente e hoje, 30 de novembro de 2005, após centenas de tentativas de manobras judiciais via Supremo Tribunal Federal, caiu após ser votada a sua cassação no Pleno do Legislativo Federal e é dele que eu me promovo cronista acidental.

O nome José Dirceu agora é passado, aliás, passado sujo de um Brasil acostumado com vantagens e que está começando a aprender que uma massa gigantesca de novos eleitores começa a substituir aquelas velhas mazelas que iam as urnas por mera obrigação e esqueciam o dever pessoal de analisar em quem estavam votando. Dirceu me fez lembrar as abissais deliberações do Cardeal Richelieu na França ou uma parte da personalidade de Josef Mengele, o anjo da morte de Hitler.

Sei que alguns podem pensar que se trate de sensacionalismo meu mas a história conta em detalhes à desgraça promovida pro Richelieu e a face boazinha que ele tentava mostrar para o povo como o “homem de Deus” e no caso do Mengele, a figura miserável que matava os judeus pelos méritos das suas pesquisas e o homem que viveu no Brasil bonzinho e que ajudava as criancinhas que moravam perto dele. Dirceu, graças a Deus, não chegou a cúmulo de promover (abertamente) a baderna que os dois comparados fizeram, mas em uma parte da vida foi líder; noutra foi guerrilheiro; noutra exilado; noutra bom marido e bom pai e quando chegou o poder nas mãos, mesmo sabendo que ele é efêmero, deixou a família (literalmente largou mulher e filho para trás no Paraná) e foi em busca do seu maior sonho, o poder político.

Não se satisfazendo do poder que conseguiu como fundador do Partido dos Trabalhadores, deputado e presidente do mesmo partido, esta figura colocou na cabeça que seu limite seria a cadeira mais alta do Planalto e o pior é que conseguiu. Dirceu fomentou baderna em São Paulo quando instigou o povo, pobre massa de manobra, que atingisse o ex-governador Mário Covas, e o fizeram; pisou em pessoas consideradas inimigas da rota do PT ao Planalto e lá chegando, se associou à escória de política nacional para dar continuidade ao seu plano macabro de vingar-se (sabe-se Deus de quem) por tudo que passou (merecido) pelas mãos das Forças Armadas na era de chumbo.

Dirceu não foi nada ético, muito menos quis o melhor para o Brasil. Imaginemos alguém que prega a pulverização de água em meio ao incêndio e faz enxerto de gasolina às escondidas nos tanques dos bombeiros? Assim foi Dirceu nestes últimos anos. Matou quem tinha que matar; ressuscitou quem tinha que ressuscitar e quando imaginou que já era inatingível não conheceu mais ninguém. Pensou errado! Esqueceu-se de uma frase antiga nos meios político: - o poder é efêmero!

Nos últimos dias ele usou todas as suas cartas para se manter ao menos como parlamentar e mesmo se dizendo inocente e contando com o manifesto indireto da votação obteve 297 votos contrários a sua permanência no parlamento. Viu seus sonhos para os próximos oito anos se esvaírem e a humilhação de ter que encarar o povo nas ruas a partir de amanhã como sendo um deputado cassado.

José Dirceu de Oliveira não quis apenas defender seu emprego e tentar reconquistar seu território; Zé Dirceu procurou a todo vapor mostrar que podia dar a volta por cima e para isso abriu sorrisos e contou com a “mãozinha” de Lula que destinou mais de 100 milhões de reais nos últimos meses para obras ligadas a indicação de deputados, o famoso apontamento parlamentar no orçamento da união, mas nada disso funcionou.

Lula poderá até dizer que também não sabe de nada (falo da cassação) mas agora ele vê claramente que o povo brasileiro começa acordar de uma hibernação decania onde somente povoava os sonhos deste povo às aspirações mais néscias e inúteis. Os currais eleitorais até podem perdurar por mais séculos mas a boiada que se mantinham confinada neles já mostram claramente que possuem computador e internet.

 



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