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VOAR, VOAR, SUBIR, SUBIR, IR POR ONDE FOR...

Quarta feira, 24 de Janeiro de 2007
VOAR, VOAR, SUBIR, SUBIR, IR POR ONDE FOR...

Um dia ficamos sabendo de um tal de Ícaro que tentou com asas de cera voar como um pássaro mas os raios de sol forte o fez sucumbir do seu sonho deixando-o a mercê do beijo da morte; mas também soubemos, desta vez sem as crendices de uma lenda, de um tal de Leonardo, que era padre, inventor, alquímico e tantas coisas mais, que também pleiteou voar um dia, mas seus planos ficaram apenas em pergaminhos antigos e empoeirados, até que um belo dia de sol em Paris, um brasileiro audaz de Minas Gerais colocou no ar algo que se fizesse mais leve que o ar e deu início a uma corrida pelo espaço.

Naquele dia de sol em Paris, Santos Dumont não só deu asas a imaginação de muitos outros no mundo, capazes de modificar e aperfeiçoar seu invento; Alberto Santos Dumont havia na verdade inventado um meio de transporte novo, rápido, veloz e seguro, mas também havia deixado para as outras gerações uma terapia ocupacional.

O ser humano quando voa pelo infinito do céu em dias de hoje, não busca apenas uma maneira de encurtar distâncias, ele busca muitas vezes o motivo perfeito e saudável de sair da agitação cotidiana para esquecer os problemas. É por isso que existem hoje tantas escolas de aprendizagem de aviação; os aeroclubes estão cada vez mais cheios de novos e velhos aprendizes que quer saber mais sobre a possibilidade de conduzirem um avião.

Eu e a minha filha Mariana estivemos no Aeroporto Carlos Prates em Belo Horizonte para que pudéssemos encontrar uma maneira de fazer um vôo panorâmico pela cidade. Minha filha é fanática por aviões e eu queria proporcionar um domingo diferente, apesar dela já ter voado antes, e foi então que pela primeira vez eu notei o quanto é fácil e barato fazer vôos pela cidade.

Fui recebido pelo responsável do aeroclube, Carlinhos, que me mostrou as aeronaves próprias e os ultraleves, aliás, estes tais de ultraleves não são nem de perto parecidos com aquelas geringonças abertas que nos lembravam os “ratos do deserto” (carros com estrutura tubular) voadores, normalmente com motores de motocicletas. Os novos ultraleves são simples e muito mais seguros do que seus parentes antigos; eles agora são fechados e continuam cabendo duas pessoas. O vôo é simples, mas as máquinas podem chegar a 170 km/h no ar e pousarem praticamente em qualquer lugar. Segundo Carlinhos estes ultraleves são na verdade aviões experimentais, com toda certeza homologados pelos órgãos de controle aéreo brasileiro, e só é permitido voar duas pessoas com até 240 kg + 60 kg de carga. O vôo de 15 minutos por Belo Horizonte custa R$ 40,00 por pessoa. Num avião comum monomotor o mesmo vôo não sai por menos de R$ 200,00 para cada três pessoas e a sensação deve ser a mesma do que nos novos ultraleves.

Lembro que nas décadas de 60 e 70, nem todos podiam voar por causa dos preços muito altos; para se fazer uma idéia do quanto era caro, meu primeiro vôo foi de Salvador para Recife pela Transbrasil e na época eu lembro de custou (ida e volta) mais caro do que a minha estadia de 10 dias num hotel 5 estrelas da cidade, portanto se supormos que a média de uma hospedagem em baixa estação hoje num hotel 5 estrelas fica em média R$ 180,00, isso quer dizer que os bilhetes aéreos custaram cerca de R$ 1,8 mil; hoje este mesmo trecho não custa mais do que R$ 400,00 podendo pagar em 6 vezes no cartão e em Belo Horizonte, com R$ 40,00 qualquer ser humano pode conhecer os prazeres de voar, pelo menos num ultraleve do Aeroclube de Belo Horizonte, pelo período de 15 minutos.

Contatos com Carlinhos podem ser feitos “in loco” no Aeroporto Carlos Prates na região do Pe. Eustáquio ou pelo telefone +55 (31) 9673.2987 ou ainda pelo site www.ultralevebh.com.br e bons vôos daqui pra frente.

 

Texto e Foto:

Carlos Henrique Mascarenhas Pires

 



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