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UMA ANEDOTA DO PLANALTO CENTRAL

Domingo, 22 de Janeiro de 2006
UMA ANEDOTA DO PLANALTO CENTRAL

Companheiros e companheiras,

 

Nos anos 70 eu e uma turma de amigos intimos fomos fazer umas reuniãos para caçar uma maneira facil de deixar de trabalhar. Nois era um monte de pessoas muito interessados no bem estar do coletivo, do nosso coletivo, mas o trabalho era duro e naquela região que todos conhece como ABC de São Paulo, a vida tava cada vez pior de se ganhar pois os milicos baixava o sarrafo em quem eles pegava vadiano e um tal de DOI CODI quase tira meus outros nove dedos. Fui preso e oscambau!

Foi então que uma ideia brilhante nos ocorreu e resolvemo fundar um partido politico. Já que o tal do "General dos cavalos de raça" abriu a brecha, nois resolvemo aproveitar para entrar na onda de fazer partido e quem sabe não estava ali a grande oportunidade de nois ganhá um trocado a mais?

Nas primeiras reuniãos nos tinha que escolhê o nome do partido e como a turma não tinha muita educação (social e acadêmica) a gozação arrepiava naquelas primeiras reuniãos. Um deles colocou o nome de Partido dos Trabalhistas mas este não colava muito purque ninguém era trabalhador de verdade, mas a sigla suava bem nos ouvidos, PT. Então numa desta noitadas numa zona de Santos, bem alí pertinho do porto, eu tive uma ideia de colocar Partido das Trutas pois nóis gostava de pescar, e nois pescava de tudo, peixe, dinheiro, tudinho mesmo, e a sigla continuava sendo a mesma e isso é que era legal, PT.

Lembro bem quando do companheiro Zé! Como ele queria lascar o time de quem lascou ele no ezilho, ele falava o tempo inteiro que isso não daria certo, o nome Truta poderia fazer as pessoas pensarem que nois era tudo ladrão e ninguém podia pensar isso purque mais tarde nois não ia conseguir nadinha pra pescá, mas eu fui irredutivel e não deixei mudarem o nome da nossa organização pois npois era mesmo pescadores e não politicos. Nois queria era pescar, beber cervejinha gelada e ir ao pacaembu ver o Curintias jogá no domingo e nada mais. Esta historia de cargo politico poderia até ser um complemento pros nossos ordenados, mas nada de trabalho sério.

A coisa chegou a um ponto que nois ralava mais do que quando eu trabaiei na metalurgica e perdi meu amigo "Mindinho". Nois ralava de dia e de noite e vendia mais camisa Érigue do que a Sulfabril e com uma historia engraçada de "ajudar as Trutas" o povo comprava camisa mesmo e as vezes eles nem tinha camisa e comprava pra usar mesmo. Hoje eu me lembro que se eu conhecesse um bispo destes da Universal naquela época eu tinha ficado rico...hahahaha! Olha meus companheiro, naquela época eu trabalhei feito uma topeira pra manter este tal de Partido das Trutas.

Eu me lembro que em 86 eu achei de me candidatá para deputado e não é que a coisa deu certo! Ganhei as eleição e fui pra Brasilha, trabalhar naquela casa que tem um prato certo e o outro emborcado. Nunca vi nada parecido. Para o matuto que veio de Garanhões, a visão de Brasilha era incrivel. Naquela cidade era um verdadeiro faroeste caboclo; tinha gente do mundo inteiro e eu tive que comprá palitó e gravata pra usá no novo trabaio. Tudo isso porque eu era prisidente do Partido das Trutas. O negocio tinha evoluido e eu tava ganhando feito juiz federal, tava engordando igual a um major e só andava na casimira. Era muito bom mas a tal da vendage de camisa Érigue continuava e necessitava de mim sempre na supervisão dos negócios do partido. Nois agora tinha um bando de bestas que também queria ir pra Brasilha ganhar muito dinheiro e já sabia que a receita era vender camisa vermelha do Partido das Trutas.

Como não tinha tantas camisas pra vender, eu e meus companheiro resolvemos organizá uma lojinha bacana e se fosse hoje nois ia chamar de "i comerce". Nois isportava camisa pro mundo todo. Era engraçado como tinha besta no mundo que acreditava em nois. Teve uns companheiros que apareceram com uns talde PIN em forma de estrela pra vendê, eu mandei fazer logo uns 200 mil e não é que deu certo também? Mas a vandage dos PIN era tão boa. Nois comprava um por 1 real e vendia por 10 paus mole-mole e tudo isso sem nota fiscal. O tal do Partido das Trutas era melhor do que vendê pó nos morro do Rio. Puta merda como era bom ser do Partido dos Truta. Edi Massedo que me perdoi mas eu prefiro ser dos Truta do que ter uma igreja como a dele; prefiro ser dos Truta do que vendê pó no Rio, pelo menos os homi da lei não fica na minha cola o tempo todo e vendê camisa com Pin não dá cadeia pra ninguém.

Depois de Brasilha eu não trabalhei mais. Fiquei numa boa fazendo tudo que eu sempre quis. Comia bem, bebia as melhores cervejas, morava num apê bacana, tinha um Santana zero km que só andava de tanque cheio e ia sempre vê o Curintias jogar no Pacaembu. Minha familha continuava no ramo das camisa e dos tais dos PIN e todo mundo era feliz, mas o tal do Zé me infernizava a vida pra eu vortá pra Brasilha. Ele me dizia o tempo intêro: -Vorta Prisidente, vorta! E eu dizia a ele: -Mas Zé, vortá pra casa dos pratos? Alí eu não gostei muito porque tinha que trabaiá muito e aquela tal de constituição me deu a maior dor de cabeça por que eu não sei nem lê nem iscrevê direito. Vai que aqueles homis de palitós resorvem fazer otra constituição eu tô ferrado. mas Zé era o diabo em figura de anjo e me dizia que eu teria que vortá pra Brasilha mas para outra casa. O diabo me infernizava dizendo que eu teria ainda mais tempo para me dedicá as trutas e o salário era melhor do que o de juiz federal. Me dizia que eu não ia pagá nada e ainda ia viajar mais do que piloto da Varig.

De tanto aquele diabo me dizer isso eu acabei botando na minha cabeça que eu pudia e lá fui eu tentá fazer o pior concurso da minha vida. Tentei a primeira vez mas o tal do Caçador de Maracujá e me passou a perna; depois eu tomei um bico do ôtro Fernando duas vezes. Foi quase 12 anos vivendo num nervozo disgraçado querendo vortá pra Brasilha pra morar melhor, ganhá mais do que juiz e viajar feito piloto da Varig. Era tudo que eu sonhava. Foi aí que os tucano indicou o Moto Serra e eu discubri mais amigos legais; até um tal de Dudinha da Rinha que era amigo do Kojak Valério e estes caras me ajudaram pra caramba a vortá pra Brasilha. Eu logo apresentei a minha turma pros meus novos amigos, uma turma gente fina que ja era meus companheiro e todos juntos organizaram uma orgia filha da puta pra me ajudá. Silvinho do Land Rover, Cara de Peroba Jenuino, meu amigo Zé e o Danúbio Azul (rssss....parece nome de integrante de quadrilha de São Juão) esses caras se uniram com a ôtra turma e meteram logo a Martinha dentro da prefeitura de São Paulo. Depois mandarem botar um bucado de prefeitos em um bando de cidades brasileiras e depois, no grande final, não é que me levaram de vorta pra Brasilha? Eu não tinha um tostão furado nem imprego e consegui ser prisidente do Brasil.

Eu desarmei a Moto Serra e subi uma ladeira de Brasilha que tinha um bucado de sordado de poliça com pena na cabeça e uma arma invocada nas mão. Eu inté andei "Rois Roisse" com a minha patroa. Meus companheiro tomou banho de pissina na frente do meu iscritorio novo e teve uns que até fizero churrasquinho de gato na grama. Era uma coisa linda de se vê! Eu tava nas nuvens e já tava pensando que um dia eu ia recebê meu primeiro ordenado. Puta que pariu, quando eu recebi meu primeiro ordenado veio logo um cartão de credito com o brasão estampado. Logo eu que não tinha cartão recebo meu primeiro com brasão estampado!

Mas tudo começou a dar errado. Nem a minha bancada se intindia. Todo mundo queria só comer e nada de trabaiá. Nem o presidente da casa dos Pratos eles conseguiro manter, deixou um filho da puta do nordeste lascar meu angú, um tal de Sivirino. Foi por causa dele que eu comecei a me dar mal. Aquele corno careca de conluio com o Jeferso puxaro meu tapete e eu cai de cabeça num granito de ponta.

Cara! Quando eu pensei que seria tudo de bom, meus cabelo começou a ficar branco e até o "Mindinho" mandou uma carta pissicografada por uma mãe de santo que vai lá em casa benzê, dizendo que não queria estar mais na minha mão; até o "Mindinho" me dizia que tava melhor enterrado do que em Brasilha. Meus companheiro lascaro comigo. Juntou todos e tiraram dinheiro do Rural e do BMG de um lado; do outro lado, tirado grana do Banco do Brasil dizendo que era para o Partido dos Trutas mas não era porra nenhuma. Quando eles me dissero eu pesnei que fosse brincadera e depois eu neguei tudo porque eu não sou menino! Os cara tava ganhando mais do que eu e bem que um dia eu vi que um tal de "Total" tinha um salario alto pra caramba. Eu incabeçava a lista e no final tinha este "Total" que ganhava uma fortuna, mas o Zé que estava alí pertinho de mim sempre, me dizia que não era nada, que eu esfriasse a cabeça.

Aliáis, Zé foi quem mais me ferrou. Zé dizia que era meu amigo e que não fazia nada pra me lascar, mas Zé me lascou em duas banda. O pilatra se uniu com o povo da justiça e da Casa dos Pratos e começou a fazer merda pra caramba. Chegou a um ponto que ele gritou comigo me dizendo que quem mandava era ele...ha, ha, ha. Logo o Zé que não fazia porra nenhuma em nosso escritorio tava querendo mandar mais que o prisidente!

Hoje meus amigos companheiro; eu quero ficar em Brasilha! Brasilha é boa, muito boa e eu nunca vi uma cidade ser tão perto das outras. Se eu tenho saudade dos meus companheiro em Sâo Paulo, pego um jatinho com tanque cheio e vou pra lá; se quero ir pra Bahia é a mesma coisa. Até para os extrageiro eu vou rapidinho e não pago nada, imagina se eu vô querer sair daqui? Pelo amor de Deus me ajudem a ficar aqui. Quero que esta turma do Partido dos Trutas vá todo mundo pra cadeia e estou pensando em fundar um novo partido e prometo trabaiá duro, noite e dia e vou fazer como meu vice que já pulou fora do dele e fundou o republicano. Eu vou fundar talveis, o Ressucitando.

Companheiro e Companheiras, nas proximas eleições votem em mim porque se eu saí de Brasilha eu não conseguir trabaiá mais em lugar ninhum eu vô tá fudido porquê nem o Mobral eu fiz. Eu preciso muito ficar com o cartão de credito do Brasão, com os carro blindado e cum esta mordomia miseravel que eu tenho aqui em Brasilha. Obrigado a todos.

 

Luizinho Inchaço "Truta" Silveira

 



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