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SÍNDROME DE EROS, PSIQUE OU AFRODITE?

Segunda feira, 19 de Outubro de 2015
SÍNDROME DE EROS, PSIQUE OU AFRODITE?

(de Roma – Itália) A história é sempre a mesma desde que a internet se popularizou. Todo mundo quer aparecer, talvez imaginando que o envio de dados entre duas pessoas seja seguro ou talvez, para a promoção pessoal. Cada dia que passa, mais e mais milhares de fotos e vídeos de pessoas despidas ou em cenas de sexo explícito aparecem nos milhões de páginas da rede, expondo a intimidade de todas essas pessoas sem o menor pudor; mas o tema só é discutido quando essas imagens pertencem a pessoas já famosas, como foi o caso recente do ator Stenio Garcia. 

Lá nos primórdios da década de 90, o celular chegou abalando a sociedade moderna, pois permitia fazer e receber ligações de alguns lugares remotos. Depois os gênios da informática incorporaram a esses aparelhos calculadoras, bússolas, editores de texto e com o advento da câmera fotográfica associada a internet e redes sociais, o celular deixou de ser um aparelho telefônico para se tornar uma máquina de fazer tudo, inclusive espionar e devassar a vida de todos. 

Hoje em dia você nem precisa maios de um chip de operadora de telefonia para poder usar um smartphone, pois lhe basta acesso a uma rede wireless que o danado já pode fazer tudo, inclusive fazer e receber ligações por WhatsApp; então, fica também muito mais fácil tirar fotos em excelente qualidade e postá-las imediatamente nas redes sociais. Se essas fotos forem normais, de cenas cotidianas, com raríssimas ressalvas, atingirá mais de 100 curtidas; mas quando o tema é sexo, nudez, pornografia ou sensualidade, as imagens espalham-se nas redes como vírus e tentar freá-las é um advento que nem o FBI, CIA e os piores espiões da KGB conseguem...! 

Todos os dias eu vejo notícias de pessoas, mas principalmente as mulheres, queixando-se de terem tido suas privacidades devassadas, após fotos e vídeos delas se espalharem na rede. Muitas dessas imagens são manipuladas e nesse caso eu acho que quem faz isso deve pagar muito caro. Deputados e Senadores já deviam ter se mobilizado para a criação de uma lei específica que defina os crimes virtuais com camadas de penas severas para quem frauda cantas bancárias e na mesma medida para quem apanha uma imagem simples de uma pessoa e a manipula para expô-la ao ridículo. 

Há dois tipos de vexame virtual; aqueles que são verídicos, onde a pessoa tira uma foto sua ou filma-se em cenas de sexo e depois faz essas imagens circularem entre amigos e acaba vazando na rede; e as imagens que são adulteradas para expor alguém a uma situação vexatória. Imagens sobrepostas e tratadas que são utilizadas por quem usa editores de imagem com maestria. Elas ficam num grau de perfeição tão extrema que somente quem é vítima sabe que são irreais. 

Cenas de sexo explícito autorizadas estão na rede aos montes. São pessoas que são pagas para serem modelos de cenas que vão desde o sensual até o bizarro. Estas cenas são escolhidas a dedo e depois os criminosos apanham imagens das vítimas e montam fotos que atingem uma realidade tão extrema que confundem a todos. Elas são espalhadas e muitas pessoas entram em depressão; outras até se matam, porque não suportam a vergonha; e por mais que se expliquem afirmando que não são elas, a maioria não acredita. 

Repito que para esse tipo de crime o algoz deveria ser punido com pena máxima de detenção superior a 10 anos, sem direito a benefícios legais. Somente dessa forma poderíamos um dia ver uma sociedade livre desse tipo de escória; mas há também situações inusitadas. Pessoas que se permitem fotografar ou filmar em ocasiões de nudez ou sexo explícito e que confiam em demasia noutra pessoa ou em seus dispositivos onde essas imagens ficam armazenadas. 

Há várias oportunidades em que um criminoso pode subtrair dados de um celular, tablete ou computador. Seja por bluetooth, infravermelho, envio por e-mail ou vírus, são centenas e mais centenas de circunstâncias que provam que nenhum dos nossos aparelhos ficam 100% protegidos de invasão. Há ainda a possibilidade de perda, furto ou roubo desses aparelhos; e tudo isso associado deixa quem faz cenas eróticas em celulares ou computadores, vulneráveis a ação dos criminosos. 

As cenas mais comuns são as tais de selfies. Garotas e garotos, mulheres e homens, casados ou solteiros, velhos ou novos, sentem-se na necessidade de tirarem a roupa e se fotografarem despidos como um culto desnecessário à vaidade. Outros são induzidos facilmente por seus amantes ou amigos a fazerem o mesmo, acreditando que depois que eles assistirem as cenas eróticas, todo o conteúdo será apagado. Ocorre que mesmo depois de apagado, tudo pode ser recuperado facilmente em informática, pois fica armazenado de forma oculta em dispositivos de segurança; e é aí que mora o perigo! 

A garota permite que o namorado filme sua transa; depois eles assistem tudo junto e ela pede para que seja deletado. O garoto deleta o arquivo na frente dela; e a garota respira aliviada até saber que suas imagens estão circulando na rede. Quando argui do amante o motivo de ter espalhado as cenas, em geral ele credita o crime a outra pessoa, afirmando que não fez nada; e então começa uma epopeia dolorosa para muitas pessoas, inclusive pais, irmãos, parentes e amigos de quem teve a intimidade revelada de uma forma tão vil e covarde. 

Essas histórias que chegam de pessoas que tiveram a vida exposta só me faz lembrar da Síndrome de Eros e Psique. Muitas pessoas têm a síndrome de Psique, por se achar mais bela do que todas as outras, ou será síndrome de Afrodite, que era menos bela do que a irmã? No fundo, tudo isso é culto a vaidade, a ostentação! Pessoas sentem a necessidade de mostrarem-se “deliciosas”, provocando em outras o desejo de possuí-las ou algo nesse mesmo sentido; e quando essa necessidade se junta com o desejo máximo, isso as deixam também cegas do ponto de vista da segurança de suas intimidades; e é nessa hora que outras se aproveitam para destronarem essas deusas do culto a vaidade... 

Mas então, o que se pode fazer para que isso não ocorra? 

O método mais simples de evitar que imagens eróticas não sejam compartilhadas por milhões de pessoas mundo a fora é NÃO FAZÊ-LAS sob hipótese alguma! Quem tem a necessidade de cultuar o erótico em nome da vaidade, pode fazê-lo de forma segura somente para si próprio; ou então, não se queixar depois se essas imagens vazarem e suas vidas não se tornarem uma conjugação de luxo, solidão e vozes; afinal de contas, uma regra antiga determinava que o que se passa em quatro paredes, deve ficar entre quatro paredes...! 

 

Carlos Henrique Mascarenhas Pires



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