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SEXO NA INTERNET

Sábado, 04 de Agosto de 2012
SEXO NA INTERNET

O mundo virtual está superlotado de fotografias, filmes e relatos sexuais; o velho e bom sexo domina tudo que há na internet; e por falar em sexo, este é o tema que desde a propagação comercial que a grande rede iniciou, há pouco mais de 10 anos, o mais procurado dentre todos os outros juntos! Estudiosos de internet afirmam que mais de 90% dos sites mais visitados em toda a rede são pornográficos; e seus conteúdos são os mais variados, da mesma forma que são os mais vulneráveis.

No Brasil não há grandes estruturas de sites que apelam para a pornografia, pelo menos em comparação a outros países. Rússia, Caribe, alguns países africanos e os asiáticos são os recordistas em oferta pornográfica. Suas leis quase inexistentes facilitam a vida de quem usa deste meio para o prazer; mas esta facilidade também proporciona o crime, pois nestes lugares considerados como liberais, a pornografia infantil impera e permanece se alastrando.

Quem abre uma página virtual de pornografia em língua inglesa, dá de cara com termos que separam e classificam as imagens e os relatos. Isso ocorre devido ao fascínio de algumas pessoas por um tipo de relação sexual específica. Há quem diga também que aqueles que vivem surfando pelas páginas pornográficas em geral são fetichistas retraídos; pessoas que curtem certos sonhos eróticos em geral bem diferente daquilo que estão acostumados a fazer em seu cotidiano.

Esta classificação de imagens e textos faz-se eficaz quando as buscas trabalham para oferecer um resultado mais preciso ao admirador pornográfico; e é sobre este tema, a classificação sexual de cada tipo d e fetiche que começa meu discernimento. Quais são os termos mais utilizados e o que significa cada um deles.

Pode parecer inútil para a maioria dos leitores, mas isso serve para tentar explicar como se comportam cada grupo de pessoas quando estão diante de suas fantasias sexuais; e quais são suas possíveis sensações diante da pornografia virtual.

Eu iniciei uma busca em diversos sites do gênero e descobri que pelo menos com as imagens congeladas ou fotografias, as mais buscadas são as da espécie “amadoras”. Imagens amadoras são aquelas que são produzidas sem muita ou nenhuma tecnologia. Em geral este material é exposto após ser captado em câmeras fotográficas simples e até em aparelhos celulares; os cenários são humildes e na maioria dos casos as cenas se passam em casa.

Muitas das pessoas que tive a oportunidade de trocar ideias me disseram que buscam estas imagens no sentido de muitas vezes poderem ver pessoas conhecidas que são flagradas em cenas eróticas e que o material fora posto na internet de forma criminosa, sem qualquer autorização de todos que participaram da folia íntima. Recentemente a atriz Carolina Dieckmann teve sua privacidade invadida depois que piratas virtuais se aproveitaram de um descuido dela em seu computador de casa. As fotos da atriz foram postadas na internet e em segundos milhares de usuários copiaram as tais imagens e repostaram em outros sites, proporcionando um efeito quase infinito que não produz qualquer meio de erradicação.

Captar uma imagem amadora é mais simples do que se imagina e hoje as pessoas estão à mercê desta forma espúria de se divertir. Um casal que acaba de se conhecer e resolve ter momentos de intimidade, pode ser flagrado e registrado seu ato reservado em diversas formas. Micro câmeras podem se camuflar em pontos tão invisíveis e podem também possuir boa qualidade de áudio e vídeo. Aquele que possuir intenção maldosa pode gerar uma eternidade de imagens amadoras; e se estas imagens forem postadas, ninguém mais consegue retirá-las por completo.

Quem pesquisar pelos temas de cenas amadoras encontrará material farto, inclusive as classificadas como “girlfriend” e “ex-girlfriend”; são namoradas e ex-namoradas que foram fotografadas ou filmadas durante a relação afetiva, mas que tiveram suas imagens expostas após o término. Vingança pela perda ou fetiche compartilhado? Ninguém sabe ao certo, mas se pode apostar que a maioria destas garotas não gostaria nada de verem suas fotos escancaradas para o mundo!

Depois das imagens amadoras os sites também investem pesado em imagens profissionais, com modelos que são pagos para desempenharem as funções de protagonizar uma história ou um roteiro de imagens. Quem investe neste tipo de negócio, em geral o explora para ganhar dinheiro. Os sites tentam ganhar adeptos e os vende o direito de ver todo o seu conteúdo. Quem se arrisca nesta aventura precisa cadastrar dados pessoais e fornecer a numeração de um cartão de crédito com validade internacional; e se algo acontecer, não adianta reclamar; fraudes neste tipo de negócio são comuns e quem é lesado não pode contar com a justiça brasileira, pois os sites são hospedados em países que não são signatários de qualquer tratado internacional de cooperação em justiça.

A exploração das imagens pornográficas na grande rede ocorre também por meio de gratuidade e quase 100% destas páginas escondem programas espiões que se instalam, ou tentam, nos computadores de quem acessa. Muitas vezes a pessoa nem percebe, mas mecanismos invisíveis instalados se manifestam como vírus e fazem os usuários perderem dados guardados e até terem suas transações bancárias rastreadas e invadidas.

As páginas consideradas como “profissionais” fazem inúmeras divisões de imagens; quem mais é explorada neste comércio é a mulher. Mais de 90% das páginas pornográficas estão diretamente relacionadas a exploração do corpo da mulher; e mesmo que elas apareçam em companhia de homens, na divisão de sexo explícito, são elas os alvos principais. A menor parte explora a imagem de homens, mas dentro desta categoria, o negócio classifica como “gay”. Sabe-se que o grande público da pornografia é homem; da mesma forma que se sabe que as mulheres também acessam, mas a maior parte daqueles que exploram exclusivamente as imagens masculinas, segundo pesquisas, são também os homens homossexuais.

O normal e que se encontra com muita fartura são imagens de mulheres bonitas e bem produzidas, principalmente aquelas que estão na faixa etária entre os 18 e os 25; é o que eles consideram como as mais comerciais. Tudo que esteja fora desta classificação pode ser considerado como excêntrico, exótico ou simplesmente, extravagante!

Entre centenas de rótulos que os grupos de imagens recebem, há uma ampla exploração das figuras femininas com mais experiência. Esposas, mamães, donas de casa, maduras e até idosas são expostas numa vitrine exótica do mundo pornográfico; e mesmo dentro deste vasto grupo há subgrupos classificatórios; alguns fáceis de compreender, como: glúteos grandes, seios fartos, peludas, depiladas, lingerie, gordinhas, magras, loiras, morenas e bronzeadas; mas também há subgrupos estranhos e até engraçados.

A preferência sexual de algumas pessoas ultrapassa alguns limites entre o plausível e o ilusório. Saibam que muitas pessoas preferem ver fotos ou filmes que são subclassificados como “spreading”, que nada mais é do que o fetiche por mulheres de pernas abertas; também há aqueles que preferem apenas as mulheres negras; outros se divertem observando mulheres se masturbando.

A imaginação dos adeptos da pornografia não tem fim; nem mesmo os deficientes físicos ficam de fora e já há sites especializados em imagens com pessoas sem braço, perna, anões, cegos e cadeirantes. No campo do desprezível e abjeto eles deitam e rolam; e se produzem cada vez mais é por que há público que consuma. Pode parecer inacreditável, mas há páginas que exploram apenas imagens de mulheres que bebem o sêmen masculino; e ainda há as que se dizem completamente submissas e acabam bebendo e comendo outras coisas...

Outras classificações são ambíguas e nos remetem a imaginação máxima; “fingering” significa “dedilhar” e poderia ser comparada a masturbação, mas neste ramo as imagens relacionadas a este tema são outras. Imagens de “fingering” são quando elas estão se abrindo para que outras pessoas as dedilhem. Os holofotes da pornografia passam por imagens que focam apenas calcanhares, pés grandes, seios amassados, vulvas tatuadas e cheias de adornos metálicos e mulheres que têm mais de 18, mas que parecem ter bem menos. Tudo, do esquisito ou tradicional pode ser um rótulo bem comercial para se ganhar dinheiro e fama na internet pornográfica.

Cabelos curtos, cabelos longos e mulheres carecas já são alvos deste tipo de mídia; desportistas, musculosas, professoras, executivas, enfermeiras, médicas, religiosas, empregadas domésticas e babás, todas possuem valor no submundo da imaginação pornográfica. Depois destas, as posições sexuais são amplamente exploradas; cada uma delas tem um peso particular, mas o estilo mais explorado é o que empreende o sexo anal.

É certo que todas estas imagens servem para cultivar uma imaginação pessoal que destoa de uma realidade, pois a pessoa comum e normal não vive pensando 24 horas em sexo, mesmo aqueles mais “calientes” e cheios de testosterona. O homem depois da internet passou a criar cenários imaginários que antes eram mais difíceis; e isso o fez distanciar do convívio rotineiro com suas atuais e possíveis parceiras.

Esta legião de segregados por pornografia virtual está cada vez mais precoce na vida de todos, mas principalmente dos homens; homens que já não sabem mais o poder de uma poesia; gente que nem de longe consegue discernir o que é paquera, salvo as dos chats; ou ainda, pessoas que ignoram o charme e a magia de um ramalhete de rosas vermelhas...

Falar sobre as imagens obscenas que estão estacionadas pelo mundo abjeto virtual não é somente lembrar estes temas e subtemas que escrevi acima; há muito mais do que isso; da mesma forma que há muitos sites que cultivam imagens belíssimas de arte excêntrica do nu; páginas que são classificadas como pornográficas, mas que somente perpetuam algo que já existia deste de mil anos antes de Cristo.

Discernir sobre um tema tão polêmico, controverso e atualíssimo é lembrar que há uma barreira entre o possível e o imaginário; e que na maioria das vezes o imaginário é tão forte que pode deixar o sujeito com traços psicóticos e cultivando “parafilias” sem ao menos saber disso.

A fantasia sexual é salutar na vida de qualquer indivíduo, mas ela não pode assumir as funções do que a vida nos apresenta como usual e ético. Afirmar que sites especializados em orgias com animais, pornografia infantil ou sexo com pessoas já falecidas, mesmo que por simulação, servem para algo plausível é de meu ponto de vista, no mínimo, criminoso. Escrevo “no mínimo” criminoso, porque podemos estar diante de um problema de anomalia mental; e isso é criteriosamente perigoso.

Muitos podem não concordar, mas sexo é bom, é delicioso e melhor ainda é quando podemos praticá-lo com quem amamos e de forma presencial. Páginas que exibem pornografia são feitas para adultos e não deveriam explorar a imagem de pessoas como se fossem aberrações, muito menos nutrir as cabeças de aberrações psíquicas que pensam que são pessoas normais!

Falei sobre as imagens e sobre alguns conceitos do mundo da pornografia virtual, mas os números, os incríveis números, estes eu deixei por último. Até o ano de 2000 estes sites pornográficos somavam menos de 100 mil endereços oficiais; 12 anos depois este número pulou para 103 milhões de endereços. Atualmente este tipo de negócio recebe cerca de 1 bilhão de acessos todos os dias e rende algo em torno de 300 milhões de dólares por ano, 99,9% deste dinheiro lhes chega através de cartões de crédito.

2 em cada 3 internautas dos Estados Unidos dá pelo menos um clique por dia num site de conteúdo sexual; e muitos deles dizem que “caíram involuntariamente” na página pornográfica depois de acessarem anúncios perigosos. Dados de 2010 afirmam que 79% das buscas virtuais procuram por filmes eróticos; e uma famosa página pornográfica que vive de receber imagens amadoras informa que recebe mais de 10 mil imagens todos os dias. O acervo desta página conta hoje com 12 milhões de imagens hospedadas...!

Meu humilde blog, onde publico meus pensamentos e artigos, tem 1 milhão de acessos por ano. Se fosse uma página pornográfica, com certeza, teria pelo menos 1 milhão de vezes a mais...

Precisa dizer mais alguma coisa?


Carlos Henrique Mascarenhas Pires



Comentários 3

Thunder

Sábado, 12 de Janeiro de 2013, às 10:07
De fato a pedofilia, zoofilia e outras perversões do carater humano tem se alastrado pela rede mundial, algo que deveria ser mais vigiado e monitorado pelos governos, a fim de acabarem com essa exploração absurda. Hoje em dia existem milhares de sites japoneses, americanos, holandeses e brasileiros com conteudo pornografico infantil e a cada dia que se passa a situação vem piorando tanto na web quanto na deepweb, na deepweb ai que a coisa piora de vez. Se quisermos combater esse tipo de exploração temos que fazer nossa parte denunciando esses sites para o site da PF ou Ministério Publico e exigirmos de nosso governo o fim desses sites em nosso país, pois essa pouca vergonha se alastrou de tal modo que até mesmo em redes sociais vemos exploradores se aproveitando de vitimas. Quero que esse pessoal queime no fogo do inferno, me perdoem dizer isso, mas tanta coisa boa para se fazer no mundo e os caras ficam explorando mulheres, explorando crianças, deficiêntes, animais e etc... Isso tem que ter um basta!

João Molon Neto

Sexta feira, 24 de Agosto de 2012, às 01:04
A humanidade tem um sério problema com a sexualidade, isto porque precisa desenvolver seu lado espiritual. Sexo é bom, sim, mas devemos aprender a ter um maior dominio sobre nossos intintos animais e lembrar-mos qe nossos humanos. excelente texto Carlos, parabéns!

pintaeta

Sábado, 11 de Agosto de 2012, às 23:02
Sensacional este artigo. O Sr. me convidou, eu estou aqui. Adorei este texto. Meus sinceros parabéns. Bravo!



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