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SE ELE É O MINI, ELA É MULHER!

Sexta feira, 15 de Outubro de 2010
SE ELE É O MINI, ELA É MULHER!

No início da década de 90 quando as importações de veículos começaram a tomar um rumo mais galopante, todo mundo queria um carro diferente; estávamos todos, fartos dos mesmos modelos ridículos que eram fabricados no Brasil; ainda era possível ver a venda em lojas de usados modelos como o FIAT 147 e Fusca, não como exóticos, mas sim como modelos comerciais com muita procura.

 

Depois disso vieram os importados antes que a indústria nacional revisse seu conceito de carro moderno. Desembarcaram em terras tupiniquins modelos sensacionais americanos e japoneses; houve um tumulto com os esportivos europeus e até a russa Lada, tido como garantia de durabilidade chegou, quando lançou o Laika e o Niva. Eu também entrei nesta onda revolucionária e comprei um Laika vermelho 1993 Zero km, pagando incríveis U$ 9.700,00 por um sedan que prometia o mundo para quem o adquirisse. Naquela época havia ágio para poder comprar um carro Lada Laika zero, mas eu, através de amigos, paguei preço de tabela e como se diz no Nordeste, pulei uma fogueira de costas, porque consegui vendê-lo bem mais caro após seis meses de uso.

 

Mas se eram tão bons e comprovadamente tão prazerosos, porque eu pulei uma fogueira de costas? Na verdade todos os carros prometiam o céu e a terra para seus novos donos, mas o que aconteceu depois foi completamente diferente. Muitos destes carros não foram adaptados para as condições gerais brasileiras e isso inclui estradas, combustível e manutenção. Poucos meses depois do “boom” de vendas o que vimos foram os representantes de muitas marcas fechando as portas por falta de condição de atender a demanda dos insatisfeitos. A Lada foi uma das primeiras e em menos de três anos após ter aportado no Brasil, tinha Laika quase zero que não valia nem 20% do seu valor de tabela.

 

Meu Laika, aquele que paguei U$ 9,7 mil, eu consegui vender, antes da decepção, por U$ 13 mil; ele custava com ágio cerca de U$ 15 mil e quando a credibilidade da marca começou a afundar o meu amigo que comprou meu “russo”, um policial rodoviário, se viu diante de uma questão bastante incomum; ele teve que comprar outros três carros iguais, sucateados, para consertar o seu. Garanto que aquele Lada Laika custou muito caro para ele!

 

Muitas marcas ficaram no completo esquecimento até poucos anos; Subaru, Alfa Romeo, Kia e Hyundai são algumas que até conseguiram vender umas unidades por aqui, mas que tiveram que fechar muitas concessionárias por falta de peças e não cumprimento de garantia. Muitas pessoas que acreditaram em marcas estrangeiras amargaram prejuízos fenomenais e milhares de sucatas até hoje estão encostadas a espera do ferro-velho.

 

Agora chega ao Brasil a onda chinesa de fabricas de carros; é uma atrás da outra e nenhuma comprometida com os critérios de aquisição que os brasileiros ficaram acostumados após muitos desapontamentos. Não bastasse a notável falta de estrutura de muitas destas fábricas e as raras concessionárias, os carros são visivelmente frágeis; alguns são cópias quase fieis de outros modelos famosos. Os chineses simplesmente ignoram patentes e começam a fabricar tudo, inclusive carros, com a mesma aparência física de outros comprovadamente bons; e seus preços são tão baixos, em relação aos originais, que muitos dizem que é o efeito Lula de governar, mas quem entende de carro sabe, é um risco enorme apostar nestas máquinas sem antes conhecê-las profundamente.

 

O mundo sabe bem que a China não fabrica nada de interessante, nem mesmo eles próprios; é o país recordista de aberrações humanas, um dos mais atrozes do planeta, o maior falsificador barato de todo tipo de coisa, ganhando até para o Paraguai; e para finalizar, os caras de olhos puxados, mas que enxergam muito bem; só é uma das maiores potências do mundo, porque tem muita terra e muito escravo disponível.

 

Das marcas de carro que estão disponíveis hoje no mercado brasileiro a que mais chama a atenção dos que estão aqui é a Lifan Motors; empresa com 18 anos de vida e que se orgulha em auto-afirmar que é líder de vendas na China e com boa ascensão na União Européia. Pela história em si ninguém lhe daria vistas, mas a Lifan é a fabricante da réplica do modelo mais cobiçado da juventude, o Mini-Cooper; os chineses copiaram quase tudo do carrinho mais famoso do planeta e o reproduziram em massa com outro nome e um preço 70% mais barato do que o modelo mais simples original.

 

O carro sensação que é produzido no Uruguai e importado para o Brasil é o Lifan 320; o carrinho já está sendo apelidado de Lifan Travesti; por fora e de longe é maravilhoso, mas o interior pode deixar muita gente desanimada. O original Mini-Cooper é um veículo especial se comparado aos demais; inicialmente foi concebido pela British Motor Corporation por exatos 41 anos até que a gigante alemã BMW incorporou seus projetos e passou a produzi-los de forma categórica re-estilizou algumas formas, dotou-o com modernidade, conforto e segurança e o explora mundo a fora.

 

Os carros Mini originais jamais ficaram esquecidos desde a década de 50, mas um filme re-lançamento “Saída de Mestre” foi quem os deixou feito celebridades mundo a fora. O original Mini no Brasil é comercializado em cinco modelos, os quais o cliente pode mesclar entre várias opções que varia de motor até a lanternagem; além de poder escolher uma série de critérios para montar um quase exclusivo o cliente conta com a garantia mundial BMW. É fato que custe muito caro se for compará-lo a modelos com motorização similar; ter uma lenda desta na garagem pode custar entre R$ 90 e 190 mil, dependendo de sua configuração.

 

Mas o que dizer de quem acha o Mini um carro lindo e bom, mas prefere um genérico? A humanidade tem destas; copiam os sucessos e quem usa chega a pensar mesmo que está com o original; é assim com as canetas Mont Blanc; perfumes Chanel; relógios Rolex; malhas Lacoste; telefones Apple e Blackberry; e o mais engraçado (ou triste, dependendo do ponto de vista de quem sinta) é que 99% das marcas são falsificadas na China. As canetas vazam e quebram; os relógios servem apenas de enfeites; os perfumes fazem mal a pele; as malhas são dignas de panos de prato e os telefones, aqueles de dois chips, estes são umas pilhérias. Por esta ótica, o que dizer de seu Lifan 320? – Não sei! Somente o tempo para responder!

 

Muitas pessoas não podem pagar R$ 3 mil por uma caneta ou celular; ou ainda R$ 800,00 por um perfume; R$ 50 mil por um relógio; ou ainda R$ 300,00 por uma camisa. Eu entendo bem, mas não compreendo quando alguém que trabalha e ganha R$ 2 mil/mês querer usar uma caneta Mont Blanc; alguém que ganhe R$ 1 mil/mês querer usar Chanel ou camisas Lacoste; da mesma forma que os trabalhadores menos afortunados desejarem uma Ferrari na garagem.

 

Não se trata de descriminação, muito menos que a minha retórica seja esnobe, mas cada grupo social precisa consumir aquilo que lhe é acessível e crível. Os veículos Lifan 320 podem sim ser excelentes carros, com motorização e mecânica digna das fórmulas 1 e conforto de imperadores, mas não são e não serão jamais os Mini-Coopers tradicionais e quem os compra sabe disso.

 

Por outra ótica, eu que sempre desejei um Mini-Cooper e até já aluguei um na Europa, jamais arriscaria adquirir uma falsificação chinesa; primeiro em respeito por quem faz a coisa certa; gente que paga caro por projetos e pesquisas; depois por não colocar minha vida em perigo dentro de um carro que não sabemos ao certo de onde veio, para que veio e porque veio parar no Brasil. Saber as intenções e motivos da Lifan todos nós sabemos, mas fingimos que não; fazemos de conta que somos mudos, surdos, aleijados e loucos!

 

Todos devem estar perguntando por que eu pus uma foto de uma “gata” no flash de chamada junto com o Lifan 320? Porque um completa o outro e eu explico! Se você andar por Copacabana num belo dia de domingo ensolarado em companhia desta bela fêmea, quem o vir de longe pensará que é seu dia de sorte, mas quando você conduzir aquela gata até sua casa e se preparar para a intimidade, hummm! Verá que comprou gato por lebre! Com o Lifan 320 é quase a mesma coisa; todos podem pensar que é um Mini, mas quando andarem nele ou sentirem o motor, verão que não é! A foto é de uma travesti chinesa que ganhou vários concursos de beleza e segundo dizem, quando morou na China se chamava Lao e quando se mudou para a Europa passou a chamar Lia; por fora é uma deusa, mas por dentro há documentos probatórios da masculinidade!

 

Mas se você não se importa com tecnologia de ponta, pesquisas, patentes, engenharia moderna, garantias e qualidade de peças e acessórios, pode bem esperar que seus inimigos comprem-no e depois de uns dois anos, se o carrinho resistir bem e sobreviver sem maiores problemas, quem sabe você não arrisque uns R$ 30 mil para levar um completinho? – É de se pensar!

 

Enquanto isso eu fico com meu japonês (carro), que não é cópia de nenhum outro, me dá 3 anos de garantia e jamais me deixou na mão. Posso não desfilar em Copacabana com Maitê Proença a bordo, mas também não quero o travesti chinês da foto!

 

Quem desejar conhecer o chinês Lifan 320 é só esperar abrir uma concessionária em algum lugar do Brasil!

 

 

Carlos Henrique Mascarenhas Pires



Comentários 1

Ailton

Terça feira, 13 de Março de 2012, às 17:05
sr Carlos Henrique Mascarenhas Pires, o mini custa 190.000,00 e o Lifan 28.000,00. Qual vc acha que vou comprar? É claro que vou comprar o LIFAN, não sou nenhum maluco de pagar 190.000,00 em um carro como o mini, compro um Honda Civic Zero e ainda sobra dinheiro, então, é muito melhor comprar o LIFAN sim!!! Só quem trabalha muito para saber dar valor ao dinheiro que tem! Sem argumentos seu texto, vc deveria estudar economia, pq provavelmente deve ter nascido em bercinho de ouro... Mais um Maluco conservador, isso que vc é!!!



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