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RIO DE JANEIRO DO MEDO E DO PÂNICO...E DOS TRAFICANTES

Quinta feira, 28 de Dezembro de 2006
RIO DE JANEIRO DO MEDO E DO PÂNICO...E DOS TRAFICANTES

Adolf Hitler perto destes monstros que fazem tráfico de drogas no Rio de Janeiro é um santo, merece ser beatificado pela Santa Sé. Os monstros traficantes de drogas cariocas que fazem milhares de vítimas todos os anos de fato não possuem nenhum tipo de compaixão, nem por eles mesmos. A droga das drogas tem um poder maligno de transpor qualquer tipo de compaixão e fé, transformando-a numa cólera miserável que alicia e mata quem quer que chegue perto dela.

Neste 28 de dezembro ficou claro que os traficantes cariocas não têm nada a perder. Roubaram e mataram várias pessoas numa onda violenta que espalhou o terror pela Cidade Maravilhosa numa data próxima ao Reveillon para aterrorizar a vida de quem mora e de quem chega ao Rio.

Dois ônibus, vários carros e delegacias foram atacados e incendiados sem chance nenhuma para os que estavam nos locais nas horas desgraçadas.

As polícias militar e civil que também possuem culpa por esta barbárie extra terrena por causa de seus membros déspotas que se alinham ao eixo do mal, apesar da fama miserável também é vítima pelo lado daqueles destemidos heróis que ganham pouco e se dedicam à promoção da lei e do bem estar.

Do jeito que a coisa está sendo conduzida em breve o Rio de Janeiro estará mais perigosa do que Bagdá em dias atuais, aliás o Rio de Janeiro já é mais perigosa do que muitas cidades do mundo que estão em guerra ou que passam por problemas graves de organização social e política.

Os membros do alto escalão da segurança pública fluminense não se entendem já faz anos e a população que trabalha para pagá-los é quem continua pagando a conta e sofrendo todo tipo de pressão nos 365 dias de cada ano. Mortes, assassinatos, tráfico, roubos e furtos já não são considerados como palavras aterrorizantes. As palavras que são sinônimas de medo máximo agora são seqüestros e chacinas. No Rio de Janeiro quando se vê uma criança morta numa rua qualquer já não há mais admiração. O povo está de certa forma acostumado com o terror que a cidade vive desde a década de 80 quando a cocaína provocou uma corrida para ocupação nos morros e favelas.

Lembro-me até com certo saudosismo os tempos em que o terror do Rio de Janeiro se resumia em José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha. No tempo em que Escadinha era bandido no Rio de Janeiro a coisa era diferente. Havia certa poesia no banditismo, com direito a fuga espetacular em 1985 do mesmo Escadinha de um presídio com um helicóptero e se os especialistas em ciências sociais e políticas disserem que o índice populacional cresceu e que o crime cresceu junto eu desminto. O Rio de Janeiro tinha uma população 20% menor que a de hoje na década de 80 e eu sei bem que isso significa muito, mas o crime cresceu mais de 5000 por cento. Quem não se lembra da chacina da Candelária? Se o episódio da Candelária tivesse sido ontem à noite talvez o Jornal Nacional fizesse uma simples citação. E os crimes de Vigário Geral? Aquilo é uma porcariazinha se comparado aos tantos mortos de todos os dias, de domingo a segunda-feira, independentemente destes dias estarem próximos de uma data festiva.

Lembro também quando morei na Pompeu Loureiro em Copacabana que falávamos que a culpa disso tudo é a Rede Globo que assinalava os crimes brasileiros como sendo em sua maioria do Rio, enquanto em São Paulo e situação era pior mas também era abafada; hoje eu sei que a delinqüência paulistana é de fato assustadora, o craque realmente é um entorpecente medíocre que vitima multidões de miseráveis, mas o problema do Rio de Janeiro está longe de ser menor do que o que São Paulo. O bandido carioca é nojento e o turismo europeu em ascensão jamais minimizará o tráfico nos morros e favelas pois espanhóis, italianos, portugueses, alemães e ingleses preferem se arriscar cheirando cocaína aqui do que em suas nações que por regra, possuem leis mais severas para quem usa e para quem trafica, ou seja, é melhor zonear o Brasil que já é uma zona desde o nascimento.

Pela tradição brasileira o criminoso consegue sempre chegar a um lugar de destaque e se Edir Macedo conseguiu eleger deputados, prefeitos, vereadores e até Senador da República, e quase elegeu um Governador, eu não vou ficar pasmo se um dia eu vivenciar Fernandinho Beira Mar ou Marcola ocupando o Palácio da Guanabara ou até quem sabe o Planalto.

Isso é o Brasil, a pátria miserável que nasci e que nunca fiz questão ou tive orgulho de dizer que sou brasileiro.

 

Carlos Henrique Mascarenhas Pires

 



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