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PROCURADORES DE DEUS

Sábado, 09 de Abril de 2011
PROCURADORES DE DEUS

411 – RELIGIÃO – Certo mesmo ninguém sabe, porque na época ninguém se preocupou em deixar registrado, muito menos havia um cartório que fosse razoavelmente correto para deixar apontados os nascimentos; mas pelo que já estudaram um menino pobre nascido na Galiléia por volta de 8 a 4 AC (segundo o calendário Gregoriano) e morto entre 29 e 36 DC, chamado Emanuel, teria sido enviado à Terra para salvar a humanidade. Este menino Emanuel, filho de uma moça simplória chamada Maria e de um carpinteiro chamado José, teria na verdade a paternidade atribuída a Deus, pois ainda consta, a moça pobre chamada Maria era virgem e engravidou por interseção do Espírito Santo para dar a luz a Jesus Cristo, o unigênito de Deus que morreu crucificado absorvendo a dor humana e depois foi morar com seu pai...

 

Naquela época Deus já existia na cabeça de muitas pessoas e naquela região onde Jesus nasceu, onde hoje está o Líbano, Israel, Palestina, Síria, até as proximidades do Egito, a crença predominante, pelo menos na forma organizada, era a judaica, pelo qual o próprio Jesus foi fiel seguidor até a sua morte.

 

Alguns de seus escribas, como Mateus, que é parte do capítulo bíblico que retrata Jesus, acreditam que ele, o próprio Jesus, descende de 46 gerações que passam desde Abraão até Davi. Já Lucas, também escriba do Novo Testamento, diz que Jesus veio da linhagem de Adão e toda sua genealogia passa principalmente pelos antepassados de sua mãe.

 

Com certa ajuda da eventualidade e dos fatores relacionados com suas intensas perseguições por parte dos poderosos, Jesus Cristo, que foi batizado por João Batista, ganhou tanto notoriedade pós sua morte, que virou religião e posteriormente uma ótima opção para se ganhar dinheiro com sua marca não registrada, seu nome e o poder que ele exerce sobre as pessoas.

 

Primeiro um grupo de pessoas se reuniram e notaram que o nome Jesus Cristo causava alento para muitos e medo para outros; reunir tudo isso em torno de uma religião era como se fundar um novo Estado lúdico e completamente sem fronteiras, principalmente porque os mais necessitados eram os que mais buscavam pelo auxílio espiritual daquele pelos quais os seguidores afirmavam curar e resolver todos os problemas. Não obstante a tudo isso, havia também os que se rotularam sacerdotes desta nova religião e que pregavam não só a cura para todos os males, mas também a visão ampla do mais poderoso de todos; o pai de Jesus, o próprio Deus, que prometia ajudar a todos, mas também punia todo aquele que não seguisse seu filho. Estava reunido em uma só receita a combinação mais forte de uma religião: - Dá para receber; e se não der, além de não receber nada, poderá ficar sem o pouco que tem!

 

Eu quero primeiro afirmar que por tudo que já foi pesquisado e publicado, é impossível que Jesus Cristo não tenha existido; ele viveu sim e foi morto pela ira meticulosa daqueles que pressentiram que todo o Poder reunido ao longo de milênios estava abalado pelas palavras fortes de um homem que conseguia reunir o mais dos exércitos, o povo humilde. As pessoas que seguiram Jesus Cristo na época de sua vida terrena não possuíam armas, muito menos qualquer tipo de influência que o fizesse entrar nos palácios ou templos judaicos para exercer um papel mais firme nas decisões; mas eles possuíam aquilo que todos os poderosos queriam; o povão trabalhava para pagar impostos e doavam ainda parte do mísero dinheiro para a religião e Jesus de certa forma começou a abalar estes pilares, portanto, precisou ser eliminado e da forma mais cruel para a época!

 

Depois eu tenho que relatar aquilo que a maioria de meus leitores já sabe; Deus para mim é outra episódio completamente diferente do que se pinta em telas poéticas; um velhinho vestido de branco que caminha sobre as nuvens com uma barba imensa e um cajado para se apoiar. A minha concepção de Deus é antagônica a da crença do povo e isso em nada tem a ver com meus textos, porque não prego, muito menos ambiciono que alguém creia naquilo que acredito, mas abomino e rebato sempre quando enxergo falsos profetas e gente que utiliza a marca “DEUS” como sendo uma empresa que gera fartas doses de dinheiro e poder; mais ou menos como sempre foi e como se mantém alguns pilares do cristianismo atual.

 

No livro de Marcos, capítulo 8:36, o próprio Jesus disse: “Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?”. Também atribuem a ele esta frase: “Porque vos preocupais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo! Não trabalham nem fiam. Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé?”

 

Muito embora se divulgue que Jesus não ligava muito para o vil metal é impossível que ele tenha sobrevivido a tantas viagens e tantas reuniões se ao menos não houvesse um abastado para financiar seus propósitos; talvez a reunião de muitos com doações pequenas entre mantimentos e dinheiro também pudesse ter proporcionado a Cristo a evolução de sua cruzada pelo Oriente para difundir suas palavras, mas ele próprio condenou os que tiravam tudo do povo em proveito próprio ou sob algum rótulo de benfeitoria enganadora; é o que se enxerga nos dias atuais.

 

A Santa Sé mantém-se inalterada no que diz respeito à fortuna auferida ao longo de séculos de extração de sangue de seus fieis adoradores cegos e o que se chama de religiões protestantes ou evangélicas, que surgiram justamente por discordância das práticas católicas, começam a mostrar as garras e se igualarem ao que era praticado pelos católicos da Era Medieval. Estes também seguidores de Jesus em nada traduzem por espelho aquilo que se tem como palavra santa; e principalmente no Brasil e nos países latinos, a religião evangélica avança rumo a um pote imenso de ouro, porque o povão, este está se comportando como desde a sua existência: submisso, cego, surdo, mudo e com medo!

 

Muitos falam dos mulçumanos que explodem seus corpos em cargas enormes de bombas para matarem outros em nome de uma ideologia que eu jamais compreenderei; outros questionam as práticas judaicas reservadas e normalmente acessíveis a poucos. Há quem fale das inúmeras religiões indianas e seus intermináveis deuses; outros falam dos budistas, do Santo Daime, enfim, o mundo está sempre apto a falar bem ou mal de tudo que envolva a questão teológica doutrinária, muito embora falem por falar, porque não se preocupam em conhecer ou pesquisar para se ter idéia do que estão julgando. Eu falo e questiono a doutrina cristã, sem ser budista, xintoísta, judeu ou ateu; falo e questiono porque estudei e conheci personagens tão diferentes da ideologia cristã; além de ter ido conhecer o berço do nascimento cristão no Oriente e de ter vivido dias junto ao pilar mundial desta fé, a Santa Sé em Roma!

 

Mas não vou escrever tudo aquilo que entendo por errado e que já faz parte do passado; hoje eu citarei os erros do presente. As mais diversas religiões protestantes, ou como chamamos no Brasil, crentes, se afundam entre fanatismos improfícuos e reiteradas pilhagens às consciências dos menos dotados de inteligência; e muitas nações, como o Brasil, sequer enxergam que isso está nos levando ao abismo. Leis e incentivos do Estado fortalecem estas pessoas totalmente sorrateiras, que se escondem sob rótulos desusados, como sacerdotes de Deus, apenas para dilapidarem aquilo que o povão nem mais tem.

 

Me custa acreditar que você ou seu vizinho, por acreditar que Jesus Cristo irá lhe salvar de um câncer ou lhe devolver o bem perdido, cobrará uma quantia em dinheiro para que o milagre ocorra; o pior de tudo é entender aquilo que está tão claro e que ninguém enxerga, que o tal dote cobrado a título de voto, promessa ou os cambau, seja confiado ao representante da igreja X ou Y, como normalmente vemos na Universal do Reino de Deus e seu abutre Mor, Edir Macedo. Igual a Macedo tem centenas de outros, da mesma forma que há as exceções.

 

Eu vomito quando por acaso ponho a minha TV num canal da Universal; não agüento mais ouvir tanta mentira e tanto desmandos em nome de Jesus; uma quadrilha de saqueadores que recebem tudo de uma gente estúpida e ignorante, mas se eles querem dar o problema não será meu. Mas outro dia cheguei ao programa televisivo do Pastor Silas Malafaia; eu já conhecia esta pessoa pregadora da doutrina cristã, mas não mensurava o quanto ele é bom naquilo que faz; no dia em que acidentalmente a minha TV focou no programa de Malafaia eu pude enxergar que esta coisa de arrebatar pessoas em torno da fé pode sim dar certo!

 

Eu não estou defendendo Silas Malafaia, até mesmo porque eu não tenho procuração para fazê-lo, mas este sujeito costuma explicar minuciosamente como destina cada centavo de sua obra e quanto ainda falta para quitar seus compromissos junto aos fornecedores. Pode ser que Silas seja um farsante e que somente aja desta forma para fazer marketing? – Pode! Mas eu prefiro acreditar que ele seja de fato um obreiro que acredita piamente naquilo que prega e que também acredita que o mundo ainda tem jeito se todos, ou muitos, acreditarem também numa palavra de fé.

 

Manter um templo com tudo que hoje há dentro e fora dele eu sei que é caro; aliás, muito caro; mas alguns pedem além da imaginação financeira para manter estes santuários e como o dinheiro é fácil e farto, pois sai normalmente da miséria humana retrógrada, acaba sendo usado para ungir as contas bancárias do alto escalão das igrejas em paraísos fiscais. O abutre Edir Macedo e os palhaços Sônia e Estevam Hernandes que o digam; esta gente vai presa, depois é solta, respondem a pilhas de processos criminais que não dão em nada; e só permanecem assim porque o Poder depende muitas vezes de seus rebanhos acéfalos para as épocas de eleições. Esta gente está muito além das igrejas que comandam; eles estão agora presentes no Executivo e fartamente no Legislativo de todo o Brasil. Para sorte da nossa história, eles ainda não chegaram aos Tribunais Superiores de Justiça, porque se assim o fizessem, estaríamos definitivamente no inferno!

 

Mas então quem é este tal de Silas Malafaia que eu falei? É um carioca de 53 anos, escritor e psicólogo, que comanda a Igreja Assembléia de Deus Vitória em Cristo. Ele também preside uma firma de publicações gospel que agrega quase 10 mil pastores evangélicos em torno de sua empresa. É conhecido em seu meio como ultra-ortodoxo e um fiel defensor daquilo que prega, mesmo que contrarie parte da sociedade, como por exemplo, os homossexuais. Polêmico e firme nas decisões dentro da igreja; costuma fazer pregações na televisão acompanhando da esposa e da filha; tem cerca de 12 mil seguidores, sendo pesquisas. Este é parte do perfil do pastor que fala e assume o que diz e que indiretamente põe fogo na questão mais crucial dos dias atuais que é o desvio do dinheiro da igreja para benefício de seus comandantes!

 

Dizem que Jesus, durante o seu ministério na terra, andou sobre as águas, transformou água em vinho, curou os enfermos, ressuscitou e exorcizou muitas pessoas; tudo isso em dois anos, segundo seu escriba João; muitas destas igrejas protestantes já estão na estrada a mais de 30 anos e pelo visto permanecerão por mais 30 séculos, porque a única coisa que pode mudar esta baderna em nome de Deus é a educação do povo, que se entorpecem com as palavras meticulosamente postas por padres, bispos, pastores e cardeais; todos se afirmando os mais próximos representantes de Deus; alguns exibem até certificados assinados por Jesus com firma reconhecida em cartório, apenas para conseguirem o que para eles é o mais sagrado da terra, o dinheiro e o Poder!

 

Silas Malafaia e Edir Macedo; uma única causa explícita e duas maneiras tão diferentes de pedir dinheiro ao povo; será um divisor de fé? Nossos corações nunca deixarão de comungar diante de uma luz que julgamos divina; Deus no sentido amplo criou tudo e de fato tudo enxerga, mas a evolução material, mental, espiritual e mística de cada um deve ser imperada pelas próprias pessoas e não por sacerdotes que desejam seu próprio engrandecimento.

 

A missão de catequizar (doutrinar) pessoas é simples, porque os ensinamentos milenares possuem todas as chaves necessárias para fazê-los não enxergar o óbvio; aplicar estes princípios com perseverança, responsabilidade e ética é o que falta em muitas pessoas de boa fé e é por isso que muitas doutrinas místicas permanecem sigilosas e reforçam os laços que unem muitas fraternidades que o povão chama até de satânicas.

 

Atrair para si as benesses que Deus pode gerar não depende das igrejas, muito menos destes falsos representantes de Deus, pois as sementes da sabedoria, da paz e da totalidade estão contidas em cada uma de nossas dificuldades. Despertar é possível sim em qualquer atividade, basta para isso, primeiro abrir os olhos e não focar jamais que o resultado de um problema tem que estar necessariamente em Deus, muito menos naquele que se afirma seu representante; pois dentro de cada um de nós também há uma enorme força que faz sustentar todo o universo.

 

Você que lê meu texto, passe a acreditar mais em você mesmo e menos nos homens, principalmente naqueles que prometem a cura ou a solução de seus problemas. Ir a igreja, rezar e mantê-la é salutar e nobre, mas manter o sacerdote com luxos em detrimento da sua miséria, isso é no mínimo masoquismo!

 

Precisamos sim de mais sacerdotes e de menos fanáticos, como o jovem que matou as crianças em Realengo e atribuiu seus atos a uma força divina!

 

 

Carlos Henrique Mascarenhas Pires

www.irregular.com.br

 

Foto: Carlos Henrique Mascarenhas Pires – Serra da Piedade - MG

 



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