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O BRASIL NÃO É UMA ZONA, PONTO FINAL!

Domingo, 06 de Abril de 2008
O BRASIL NÃO É UMA ZONA, PONTO FINAL!

Andando por Wall Street em Nova Iorque na companhia de um velho amigo, Bispo da Igreja Católica, fui sendo apresentado para alguns amigos dele, estadunidenses, canadenses e de outras nacionalidades; todos ligados diretamente ao Clero; homens de valor cultural inestimável e de sapiência intrínseca dos aparelhados para uma vida religiosa. Mas alguns questionamentos feitos por eles me deixaram preocupados, afinal de contas, será que nós brasileiros temos cara de bunda?

 

O “americano” em geral possui alguns conhecimentos que também me deixa preocupado, um deles é o conhecimento em geografia, que pelo visto não é muito aplicado naquela nação; os moços e moças dos EUA, mesmo após a idade adulta, insistem em afirmar que a Capital do Brasil é Buenos Aires; que o Rio de Janeiro fica na Selva Amazônica e há macacos e anacondas gigantescas banhando-se em Copacabana.

 

Outra curiosidade que percebi pelas minhas andanças nos Estados Unidos é que nas praias brasileiras só há mulheres nuas e semi-nuas, todas prostitutas que garantem a alegria dos gringos freqüentadores; talvez seja por pensar assim que tantos estrangeiros que aportam em nossas praias com “caras de pomba”, língua fora da boca babando e olhos vesgos, imaginando que todas esta “mulherada” maravilhosa que douram seus corpos nas areias quentes das praias brasileiras, são troféus para suas caçadas e aventuras sexuais.

 

Parte desta culpa é nossa mesmo, que permitimos que os “branquelos” (sem racismo, por favor) de tênis sujos e meias até os joelhos, cheguem com um punhado de moeda estrangeira e consiga traçar tudo e todos em nome de suas libidos exóticas. O corpo docente das escolas de lá também tem culpa, mas esta é minimizada por que a ignorância deve tê-los contagiado e desta forma, torna-se impossível ensinar aquilo que não se sabe.

 

A mulher brasileira é linda sim, na essência e na composição étnica; também temos prostitutas, do mesmo jeito que eles também têm, mas pensar que toda mulher que banha-se numa praia é “quenga”, já é um absurdo. Os biquínis que a maioria das brasileiras usa no litoral atlântico, são cavados, pequenos e sensuais, mas em Palm Beach (Miami) e Sanit Tropez (França) a mulherada toma banho de sol de topless ou nua mesmo, sem nada para cobrir a genitália e ninguém as chamam de “putas”; pelo contrario, lá isso é charmoso, portanto, as brasileiras são ainda mais comportadas, por este ponto de vista.

 

No Brasil, a moda do topless ou do nudismo (naturismo) teve seu ápice na década de 80; a onde do liberalismo pós-militar tomou conta do litoral e nomes como Tambaba, Trancoso e Praia do Pinho povoavam os sonhos de todos que queriam ver gente nua livremente. Hoje a situação é inversa e quase não se comenta sobre tal prática; tudo isso pela própria cultura interna e jamais pelo clamor popular ou temor de uma possível “caça as bruxas” e mesmo naquela época poética meio hippie o Brasil não tinha uma cara de prostíbulo continental; Copacabana e Ipanema já exportavam para o mundo as imagens das minúsculas peças de lycra que mal cobriam vulvas, glúteos e seios, com ênfase para o “fio-dental” e “asa delta” adornando os corpos mais sarados e os nem tanto assim.

 

Existe até um movimento que pretende proibir em imagens oficiais de fomento turístico os corpos femininos em biquínis pequenos; segundo os ativistas, tais imagens, sobretudo as do Rio de Janeiro, servem apenas para promover a prática da visita sexual e ainda segundo estes mesmos ativistas, as imagens em cartões postais, como mero exemplo, são previamente elaboradas para servirem a este propósito e o mundo inteiro já começa a ver o Brasil como um dos maiores portais de entrada de turistas sexuais, coisa que eu discordo em todos os sentidos.

 

Alguns países asiáticos e Rússia permitem legalmente que menores de 15 anos posem para revistas e sites pornográficos; outros países africanos vendem suas garotas para serviços de exploração sexual e mesmo sendo eu um antigo combatente da prática em estados do Nordeste como Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte e Bahia; não posso rotular o Brasil como uma “Zona” aberta aos povos “amigos”. Acredito sim que nossa legislação é frágil e mal redigida, afinal de contas, se permite prostituir, inclusive com codificação no Ministério do Trabalho, ou seja, a profissão é legal e pode ser apontada no Imposto de Renda ou gerar benefício na Seguridade Social. O que não permitido aqui (em tese) é a exploração do ofício.

 

A prostituta brasileira pode trabalhar em casa ou fazer o trabalho “delivery”, mas nunca oficializar o trabalho numa boate ou estabelecimento similar que proponha o uso, digamos, em larga escala. Mas na verdade não é isso que acontece e todo mundo sabe, vê e sabe onde ficam todas as casas de suas cidades, mas ninguém tem coragem de reclamar ou acioná-los judicialmente, afinal de contas, são estas casas que dão o prazer que as “Donas Marias” não conseguem proporcionar aos seus “soldados do lar” e estes “soldados” são Prefeitos, Deputados, Governadores, Senadores, juizes, ministros, bispos evangélicos e até os padres católicos, ou seja, a força maior; o poder!

 

O que acontece aqui é um fenômeno simples e de fácil explicação; as prostitutas brasileiras, com raríssimas exceções, estão acostumadas a “fazer programas” baratos; eu pesquisei e posso afirmar que hoje se paga entre 1 e 5000 reais por uma noite com uma garota de programa; vi casos no Nordeste de garotas de 12, 13 anos que cobram para comer e as autoridades nada fazem e casos de outras do eixo Sudeste-Sul que podem cobrar 5000 reais pelos seus serviços, mas é óbvio que as que cobram mais de 200 reais significa menos de 1% deste universo; chega-se a conclusão que as nossas “garotas” cobram pouco e por serem mais lindas e charmosas do que as de outros países atraem esta multidão de “tarados” amarelados que chegam aqui com uns poucos dólares e fazem uma verdadeira festa, quiçá uma orgia...!

 

Uma prostituta feia e sem higiene nos Estados Unidos cobra em média 50 dólares por duas horas de serviço; na Brooklyn Bridge que liga Nova Iorque a Nova Jersey, garotas cobram 10 dólares apenas pela travessia de pouco menos de 10 minutos, dependendo do trânsito e em Amsterdã, paraíso da prostituição européia, com lojas e vitrines expondo garotas, cobra-se em média €50 Euros por um período e somos nós brasileiros que “temos caras de bunda”?

 

O tema pode ser delicado e muita gente pode me atirar “pedras” depois de lerem meu artigo; eu posso até permitir que meus ouvidos ouçam Buenos Aires ao invés de Brasília pelas bocas dos analfabetos de outras culturas, mas rotular o Brasil como prostíbulo, isso já é demais, mesmo para mim, um cáustico de plantão. Portanto, antes de falarem isso novamente próximo a mim, deixarei escrito no velho e bom inglês: “They are not irritated because Brazil is more beautiful; she is you who have face of butt!”.

 

Carlos Henrique Mascarenhas Pires

Foto: Jorge Sales



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