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MENGÃO HEROICO E SOFREDOR

Domingo, 04 de Dezembro de 2005
MENGÃO HEROICO E SOFREDOR

Eu nunca arrisquei escrever sobre esportes porque sou um sedentário que vive a frente de um computador nos horários de folga, mas neste final de 2005 eu não podia deixar passar a oportunidade de citar algo histórico do futebol brasileiro.

Lá pelos idos de 1980 eu não gostava de futebol, salvo quando a seleção brasileira jogava em competições ligadas ao campeonato mundial, mas num destes domingos qualquer, eu passava em frente a uma televisão e vi o Clube de Regatas Flamengo jogar. Naquela época o Flamengo era uma verdadeira máquina de fazer gols e tinha um plantel de estrelas consagradas de grandeza máxima e brilho muito farto. Naquele dia eu me reconheci como torcedor do Flamengo e o que era uma paixão a primeira vista se tornaria um amor eterno.

Vi o Flamengo campeão em todas as modalidades permitidas, de campeonato regional no Rio de Janeiro até o campeonato mundial com uma das partidas mais dramáticas que eu já assisti.

Fui ao Maracanã ver o mesmo Flamengo vencer e outras vezes perder, mas no final, ver o Flamengo jogar é algo indescritível, memorável e fenomenal. O templo maior do futebol brasileiro não é nada sem as cores vermelha e preta tremulando em camisas, flâmulas, bandeiras e qualquer outro artefato que simbolize as cores do Mengão.

Nos últimos cinco anos houve uma verdadeira inversão de valores no futebol nacional e o que eu notei foram cenas lamentáveis de irresponsabilidade de jogadores, treinadores, torcedores e dirigentes. Depois da década de 80 o futebol brasileiro se transformou em palco financeiro e eu nunca mais vi alguém jogar por amor a camisa. Todos, sem exceção, jogam por amor ao dinheiro e nada mais importa se eles estiverem ganhando muito.

Conheci algumas estrelas e fatidicamente duas destas estrelas, Fábio Baiano e Júnior Baiano, meus vizinhos na Bahia, jogaram no Flamengo e fizeram fama na Gávea, mas lamentavelmente não evoluíram da maneira que a torcida gostaria. Ambos acumularam fortunas com altos salários e outras gratificações e deixaram o Mengo sempre numa situação muito difícil quando ele mais precisou de jogadores que amassem seu pavilhão. Ninguém depois da era Zico chegou perto do que aquele time fez, ninguém!

No atual campeonato que terminou de ser definido, salvo o Corinthians que investiu 100 milhões de reais e foi campeão, ninguém mais se destacou a ponto de receber méritos por qualquer partida. O Flamengo em 2005 participou de todas as posições críticas e no final, quando tudo lhe parecia perdido vendo o rebaixamento como uma coisa certa, os dirigentes resolvem mudar algumas coisas, entre elas o técnico e a dispensa de Júnior Baiano e o time alavancou, terminando o campeonato em 15ª colocação com 55 pontos em 42 jogos, 14 vitórias, 13 derrotas e 15 empates, fez 56 gols e sofreu 60 e viu times como o Coritiba e o Atlético Mineiro rebaixados para a 2ª divisão.

Pela tabela final do campeonato de 2005 se formos analisar friamente, os times que estão acostumados a ganhar títulos importantes o Atlético Mineiro e o Flamengo foram os piores. Times sem muito destaque como Juventude, Fortaleza, Paraná e Goiás estiveram à frente de equipes gloriosas e o destaque maior foi para o Goiás que terminou o campeonato em 3° colocação.

Nós torcedores do glorioso Flamengo esperamos que ele não se una em breve a times como Bahia, Vitória na terceira divisão ou ao Atlético Mineiro na “segundona” e se a fórmula do sucesso razoável neste campeonato foi à contratação do técnico Joel Santana, que ele seja mantido e este elenco que finalizou o campeonato seja mais bem aproveitado. Só para lembrar, nos últimos seis jogos o Flamengo precisou vencer todos para fugir de vez do fantasma do rebaixamento, foi quando houve a contratação de Joel Santana, e eles venceram cinco e empataram uma partida.

Também para lembrar, o Flamengo é colecionador de 1 campeonato mundial, 1 Libertadores das Américas, 1 Mercosul, 6 campeonatos nacionais, 1 torneio Rio - São Paulo, 30 campeonatos estaduais e 1 Copa dos Campeões. Um time como este não pode viver o mesmo que viveu o Grêmio em 2004/2005 em 110 anos de fundação.

 



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