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KADAFI E SEU FIM PROGRAMADO

Quinta feira, 20 de Outubro de 2011
KADAFI E SEU FIM PROGRAMADOKADAFI E SEU FIM PROGRAMADO

Ele nasceu e morreu na mesma cidade! Foi um corajoso e covarde, se é que ser assim é possível. Conheceu a base da pirâmide social, quando nasceu no deserto e logo se esqueceu de suas origens, promovendo uma matança de olhos fechados, apenas dando ordens a sua trupe de algozes municiados da crueldade.

Definir a personalidade de Muammar Abu Minyar al-Gaddafi não é nada difícil; basta-se pesquisar o significado de psicopatologias como a esquizofrenia; algo tão comum na história recente da humanidade que qualquer estudante aplicado de história saberia.

Um homem rancoroso, não tolerava julgamentos e tinha convergência a desestimar as pessoas e a esquadrinhar represália; alguém inabilitado a aceitar uma brincadeira, por menor que fosse; e um delinqüente obrigatório, mas que se mostrava tenaz diante da derrota e tinha uma grande obstinação e certeza em si próprio. Pelas inúmeras retóricas deflagradas por Kadafi publicamente, jamais ele se mataria; primeiro por ser covarde e depois, porque acreditava ser um Deus e se isso ocorresse, jamais seria martirizado.

Pelas suas atitudes esdrúxulas, percebia-se um grande elemento femíneo nos seus traços pessoais; que possuía muitos medos, nunca tinha realizado afazeres manuais ou exercido esportes e que era um milico desagradavelmente vassalo. Dependia exacerbadamente estar protegido para poder decidir, caso contrário, convertia-se em clausura para esperar a hora certa chegar.

Pelos relatos que eu já li sobre que Kadafi muitos afirmaram que ele sempre foi um masoquista apático e caracterizado por uma homossexualidade debelada. Um ditador que cometeu crimes, devido, em parte, a preterição de seus próprios temores; e como vingança pelos abusos sofridos durante sua infância e juventude. Ele acreditava inicialmente que os governos antes dele massacraram seu povo, mas executou um plano tão similar ou pior, ofuscado em sua cabeça que acreditava, em parte, estar fazendo a coisa certa. Um homem vil que sofria neuroses, paranóias, histerias e esquizofrenia, dentre outros incômodos mentais.

Indiscutivelmente um gênio do mal; gênio, apenas porque criou um ideal para iniciar a sua luta e também por que acolheu inicialmente o seu povo junto a um plano de acessão do país; mas isso foi somente no início; pouco tempo depois ele se esqueceu de sua própria criação.

Kadafi jamais foi um homem livre, porque não soube jamais se controlar. Uma vez que chegou ao Poder ainda muito jovem, poderia ser um grande líder e até ditar os rumos da ordem líbia, mas preferiu o remédio do medo e dos esconderijos fortificados, longe do povo. Um governo que deu ao seu povo o pão e o circo, mas também deu muito castigo e um isolamento do restante do mundo, pago com vidas inocentes. Um homem que jamais aceitou ser chamado de Rei, porque ele próprio havia deposto um e recriminado o regime de governo anterior; mas que fez de seu posto de Coronel algo ainda maior do que Rei, Imperador, Deus!

Talvez se fosse moderado e inteligente pudesse comemorar seu 70º aniversário em julho próximo, mas não ficou em seu trono particular nem para comemorar os 40 anos de sua tirania. Acostumado a andar nos braços de seus asseclas que o temia, hoje, 20 de outubro de 2011 foi carregado pelo povo que também o temia, mas ao invés de estar sorrindo por um retorno, estava sendo usado como troféu numa demonstração clara de que seu cadáver não mais valia nada, senão uma vala simples num local secreto com muita areia pelo corpo e sem sequer estar num féretro.

Em minha crônica “DE BOLIVAR A MARTÍ - DE FIDEL A CHÁVEZ”, publicada no Irregular em 2006, falei de Kadafi como sendo amigo e aliado de Hugo Chávez, outro ditador carniceiro. Em 2007 voltei a escrever sobre os líderes controversos e perversos; na crônica “O DEMÔNIO DISCURSA NAS NAÇÕES UNIDAS”, falei de Mahmoud Ahmadinejad e sua pantomima nefanda; não podia deixar de citar seu amigo líbio e o apoio que ambos deram pelo terrorismo mundial. Ainda em 2007 depois de um discurso doente e sem nexo na ONU de Evo Morales, escrevi a crônica “EVO MORALES USA ONU COMO SEU PICADEIRO”; depois do discurso Kadafi aplaudiu a retórica do índio integrante da quadrilha sul americana que acha que pode acabar com o mundo. Em junho de 2010 na crônica “AMABILIDADES DO ZIMBÁBUE”, lá estavam mais uma vez Kadafi ao lado de Mugabe, ditador sanguinolento do Zimbábue.

Depois do fato da Revolução de Jasmim ocorrida no final de 2011, na crônica “REVOLUÇÃO DE JASMIM”, eu comecei a citar que aquela combustão cheia de rancores e com sabor de liberdade tendia sair da Tunísia e se alastrar por todo mundo árabe, inclusive na intocável Líbia de Kadafi. Kadafi começou a ficar morto no Afeganistão depois das Torres Gêmeas; ele morreu mais um pouco com Saddam Hussein e depois com cada insurgência dos povos árabes que já não querem mais um comando onde um lado pequeno é senhor e o outro, e maior, são de escravos pedintes de restos.

No dia 04 de Março deste ano eu estava em Vergara no Uruguai e ouvi no noticiário internacional que a Líbia começava a se mobilizar intensamente para derrubar seu quase eterno ditador. Na ocasião escrevi “BRINCANDO COM A VIDA...”; e logo em seguida os golpes fatais com a invasão da OTAN (A LÍBIA PREPARA-SE PARA SER INVADIDA) e o inferno que virou a vida dos líbios (DO INFERNO AO INFERNO). Estas foram às ocasiões onde citei a vida e a obra nefasta de Kadafi.

Falece o homem que sabia que não duraria muito, mas apostou que sim; ganhou a banca! Expira o homem, mas ficam as idéias; idéias que ainda percorrem por muitos países e na cabeça de muitos governantes. Por mais que seja prazeroso para muitos, não é para mim; quem congratula por qualquer morte humana, por pior que seja o caráter do defunto, tende a mover-se em caráter análogo; mas o Norte da África e as pessoas da Líbia ficarão, com certeza, menos medrosos depois de hoje.

Que as imagens do cadáver de Muammar Kadafi sirvam de exemplo para seus amigos e colegas de tirania; e nem todos eles estão lá na África e na Ásia; tem muita gente aqui pertinho de nós!


Carlos Henrique Mascarenhas Pires



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