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EXPEDIÇÃO PERU

Sábado, 13 de Outubro de 2012
EXPEDIÇÃO PERUEXPEDIÇÃO PERUEXPEDIÇÃO PERU

Uma vez por ano eu olho para o mapa mundi e fixo meu olhar num canto qualquer; obviamente que meus olhos são doutrinados para permanecerem próximos de algum ponto exótico; e depois disso, tento organizar uma aventura neste recanto global. Minha história deste ano será no misterioso e amigável Peru. País vizinho do Brasil que muitos de nós apenas conhecemos por ser o lugar onde está a cidade de Machu Picchu. Mas nas terras peruanas há muito mais do que a cidade misteriosa inca; do Equador ao Chile; da Bolívia ao Brasil; e no interior do país, milhares de lugares maravilhosos e misteriosos esperam que todas as pessoas os conheçam; os explorem de modo respeitável e os divulguem pelo mundo.

Muito mais antigo que os incas, a civilização de Caral-Supe remonta desde a época dos sumérios. A arqueologia aponta que a primeira civilização organizada a habitar o Peru tenha sua origem por volta do Século XXX a.C e Século XVIII a.C. Ruínas desta antiga civilização estão localizadas bem próximas de Lima; e os visitantes podem, inclusive, conhecer uma das primeiras pirâmides que se tem notícias, a Pirâmide de Caral. A Pedra Solitária da região de Huanca e o Altar do Fogo Sagrado; alem da pirâmide, são os únicos indícios latentes desta civilização que ajudou a formar aquilo que hoje é o Peru; o povo Caral é reconhecido por vários meios científicos como sendo o povo mais antigo das Américas!

Minha aventura começa em Belo Horizonte. De avião (TAM), vou a Guarulhos e troco o Airbus da companhia brasileira, por outro da LAN; aeronave que me levará a Lima em um voo direto; e já chegando em Lima, parto para inscrição e check de veículo, naquela que será uma das mais esperadas expedições que programei em toda minha vida.

A Expedição Peru tem por objetivo desbravar o interior do país; de Zarumilla na fronteira com o Equador; até a fronteira com o Chile em Ciudad Nevada. Serão 2578 km pela Costa do Pacífico; e no caminho, cidades e lugares como o próprio berço do povo Caral; Piura e os Desertos de Sechura, Trujillo e Nazca; finalmente, para encerrar a primeira etapa, Arequipa e Ciudad Nevada. Pela previsão climatológica, quem participar desta aventura terá pela frente terrenos inóspitos e clima que varia entre -8° e 39° nesta época do ano.

Quase na mesma época em que o Brasil foi descoberto por Portugal o Peru era governado pelos povos Incas. Historiadores afirmam que os irmãos Atahualpa e Huáscar brigaram pelo controle político inca entre 1524 e 1526, antes mesmo da colonização espanhola. Francisco Pizarro dominou o Império Inca em 1532, marcando o início da história moderna do país.

Aquele que conhece o Peru; alem dos prazeres de Machu Picchu, sabe que há duas estações; a fria e a quente. Percebe-se muito frio de março até novembro; e muito calor de novembro a março. Na costa do Pacífico há muita umidade; mesma sensação das planícies de selva amazônica. O que aqui chamamos de Estados, no Peru, como na maioria dos países de língua espanhola, se chama de Província. O território peruano é subdividido em 25 Províncias; e uma delas nos faz lembrar o Brasil; Amazonas, cuja capital é Chachapoyas.

Depois que chegarmos a Ciudad Nevada vamos de avião, desta vez um Bombardier canadense até Cusco; e neste ponto visitaremos, obrigatoriamente, as ruínas da cidade de Machu Picchu. Um santuário misterioso que já foi um dos pontos altos da política americana antiga, que ninguém sabe ao certo como surgiu; muito menos como houve sua derrocada. As ruínas de Machu Picchu são consideradas como uma das principais maravilhas do mundo moderno; é patrimônio da humanidade; e no nível de importância mundial, a velha cidade inca está para nós sul-americanos, como as pirâmides para os egípcios.

Machu Picchu significa "velha montanha" na língua inca, também chamada "cidade perdida dos Incas", é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e característica geológica devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.

Ficarei entre Cusco e Machu Picchu por dois dias; o tempo necessário para recobrar as energias, fazer manutenção no carro e novamente colocá-lo na estrada rumo ao Lago Titicaca, na fronteira com a Bolívia. O trecho é entre Cusco e Desaguadero; mais 531 km até um dos maiores lagos do mundo; que está a quase 4 mil metros de altitude, em relação ao nível do mar. Neste ponto estaremos completando mais de 3 mil km percorridos; que pode parecer muito, mas que na verdade é apenas um fragmento daquilo que o Peru pode proporcionar aos seus visitantes.

Oficialmente a Expedição Peru termina em Desaguadero, mas não a minha viagem. Ficarei ainda alguns dias no Peru para conhecer melhor aquilo que os peruanos têm de melhor: a hospitalidade. Pretendo conhecer mais a cultura das pequenas cidades, a culinária diversificada de cada região e os mais distintos pontos geográficos do país. Serão 12 dias de aventura por locais que compreende selva amazônica, Cordilheira dos Andes, costa do Pacífico e o deserto de Nazca; mas o ponto alto desta aventura será conhecer as Linhas de Nazca. Estas linhas são um conjunto de geoglifos antigos, localizada no deserto de Nazca, no sul do Peru.

Eles foram designados como um Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1994. O alto planalto árido se estende por mais de 80 km entre as cidades de Nazca e Palpa nos Pampas de Jumana, cerca de 400 km ao sul de Lima. Embora alguns geoglifos locais lembrem a cultura de Paracas, estudiosos acreditam que as Linhas de Nazca foram criados pela civilização de Nazca entre 400 e 650 d.C. As centenas de figuras individuais variam em complexidade a partir de simples linhas até beija-flores estilizados, aranhas, macacos, peixes, tubarões ou orcas, lhamas e lagartos.
 
As linhas são desenhos rasos feitos no chão, removendo as pedras avermelhadas onipresentes na região e descobrindo o chão esbranquiçado por baixo. Centenas são simples linhas ou formas geométricas, com mais de setenta desenhos de animais, aves, peixes ou figuras humanas. Os maiores têm mais de 200 metros de diâmetro. Os estudiosos divergem na interpretação dos efeitos dos projetos, mas eles geralmente atribuem um significado religioso para eles.

Somente após este ponto eu terei a certeza que consegui conhecer um pouco dos mistérios que o Peru abriga há milênios. Coisas que a ciência tenta desvendar, mas que nada de concreto é apresentado como respostas para tais enigmas. Coisas que muitos atribuem a civilizações antigas e superiormente mais intelectuais do que nós; ou ainda, que alguns acreditam que são obras sobrenaturais; feitas por civilizações de outros planetas, dado a complexidade de cada tema.

Seja obra de civilizações peruanas antigas ou de extraterrestres, pouco importa. Aquilo que o mundo precisa saber é que tudo isso está reunido num país relativamente grande, de população relativamente pequena; que se mantém aberto a todos os visitantes. Um lugar relativamente próximo do Brasil; e que somente é procurado por aventureiros mais destemidos. Tudo isso por mera ignorância, porque tudo que está no Peru é de fácil acesso; e deveria ser uma obrigação de cada um de nós; para podermos tentar compreender as nossas origens mais próximas.

Minha próxima publicação sobre o Peru será para dar informações sobre cada lugar, como preços, condições de visita, clima e mais detalhes sobre os passos desta Expedição Peru.


Carlos Henrique Mascarenhas Pires



Comentários 3

José Roberto Amaral Vieira

Sexta feira, 26 de Outubro de 2012, às 16:26
Henrique foi um grande barato bater papo com voce em Cusco tomando chá de coca no café da manhã da pousada Casa de Campo.O Peru é lindo diria Caetano! Curta ai o final da viagem. Abraço José Roberto

Ana Carolina Sanches

Domingo, 14 de Outubro de 2012, às 02:35
Carlos! Meu sonho é conhecer o Peru. Espero que você represente bem o Brasil nesta aventura; leve o nosso carinho aos peruanos e traga boas recordações para me fazer muita inveja. Beijos, vai e volta com Deus.

edson luiz pereira

Sábado, 13 de Outubro de 2012, às 09:29
Mto sucesso e que este passeio lhe traga um novo olhar sob a nossa trajetoria terrena.Axé.



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