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EXPEDIÇÃO PAN-AMERICANA 2014

Terça feira, 02 de Setembro de 2014
EXPEDIÇÃO PAN-AMERICANA 2014

Uma aventura começa em seu planejamento; e como eu sempre afirmo, às vezes, jamais termina!

Minha Fixação pelas estradas começou há muitos anos, quando eu viajava pequenos e longos percursos com meu pai, na boleia de um caminhão. Cada reta, curva, buraco na estrada e paisagem, ainda permanece ativo em minha cabeça; mas foi quando eu dirigi pela primeira vez um veículo, que descobri de fato o quão bom é “pegar a estrada” e colecionar paisagens e culturas.

Não me canso de dizer que ainda muito jovem, saí de Feira de Santana em um Gol BX, com motor de Fusca, eu fui parar na Argentina; passando pela temida Regis Bittencourt, que na época, ostentava o título de Rodovia da Morte. Eu e dois amigos atravessamos o Brasil, praticamente todo o percurso pela BR-101; com várias paradas, conhecendo várias pessoas; e vendo pela estrada, sorrisos e lágrimas. E foi assim até Uruguaiana, quando atingimos 3.500 km de ida.

Depois, entramos na Argentina pelos Pampas, e como crianças brincando de descobrimento, rasgamos o mapa argentino por mais 650 km até chegarmos no Paraguai. Por mais 3.000 km para voltarmos à nossa casa, passando por Brasília; e somarmos quase 8.000 km em 28 dias de muita aventura saudável. Depois deste dia, eu decidi: - Quero conhecer o Mundo! E eu comecei a levar um pouco da minha cultura brasileira para inúmeros países; e trazer também, o que cada um deles pode me dar de melhor.

Fiz algumas outras loucuras, como de Lisboa até a Mauritânia na África, passando por Espanha, França, Itália, Marrocos e Saara Ocidental. Adorei percorrer a distância entre Miami e San Francisco nos Estados Unidos; e com meu irmão, Luidson Pires; e outros amigos inesquecíveis, como meu compadre Claudio Miranda (Médico) e Edson Luís Pereira (Policial), exploramos o máximo que podíamos desta América Latina maravilhosa.

Depois de 2004, comecei a participar de provas tímidas da Federação Internacional de Automobilismo. Brincadeirinhas para amadores como eu; e comecei a perceber que tudo que as pessoas escreviam sobre estes roteiros, eram no mínimo, equivocados. E lá fui eu fazer meu próprio documentário sobre cada trecho, que em breve, se o Grande Arquiteto do Universo me der mais luz, porei tudo em um livro bem diferente.

Em 2012, eu e meu irmão resolvemos atender a um chamado cósmico e místico; fomos “rasgar” os Andes em seu maciço, o lugar mais largo, no topo do Peru. Atingimos uma marca incrível, para pessoas como nós, amadores. Chegamos a 5.620 metros sem uso de oxigênio auxiliar. Atingimos às 13:00h do dia 12 de outubro, o lugar mais alto de Pampa Galeras; uma região inóspita e remota, onde nem as alpacas, vicunhas e lhamas já não conseguem ficar em conforto. Chegamos a Machu Picchu depois de contornarmos o mapa peruano por cima dos Andes; e mesmo que tivéssemos medo de alguns trechos, fomos contemplados com a benção da Grande Cordilheira...!

Este ano iríamos fazer um Rally turismo na América Central, do Panamá até Cancun, mas as condições de segurança nos impediram de continuar na aventura; e para não ficar sem ter o que fazer, resolvemos ontem mapear um pouco mais da Rodovia Pan-Americana, que já é um pouco íntima em nossas aventuras pela América.

Para quem não conhece, a Rodovia Pan-americana é uma rede de estradas que se estende de norte a sul no continente americano totalizando cerca de 48.000 km. Exceto a uma pequena brecha ou lacuna de 87 km numa zona de matas tropicais na fronteira entre a Colômbia e o Panamá, alternativamente podendo-se circuncidar esse trecho terrestre por via marítima, a rodovia conecta vários dos territórios das nações continentais americanas em um sistema de transporte automobilístico terrestre de dimensões verdadeiramente continentais.

Em alguns trechos, por exemplo, em Máncora, no Peru, a Rodovia Pan-americana funciona como estrada principal da localidade. Já no Canadá e nos Estados Unidos, não existe uma designação oficial no sistema rodoviário que identifique-a pelo nome de Pan-Americana. Se for enxerga-la quase completa, em sua constituição original, a querida Pan-Americana se estende desde a cidade de Fairbanks, no estado do Alasca, Estados Unidos, à localidade de Quellón, no Chile, América do Sul.

A Rodovia Pan-americana ultrapassa várias regiões climáticas distintas e diversos tipos de terrenos e de sistemas ecológicos, como desertos, florestas tropicais, montanhas frias, etc. Ao passar por tantos países distintos, logicamente, esta rodovia não apresenta uniformidade, muito ao contrário, trem trechos divinos, como no Peru; e trechos catastróficos, como na Nicarágua, Honduras e Guatemala. Certos trechos da rodovia somente são passáveis durante períodos de seca, já outros segmentos são deveras perigosos em qualquer estação do ano!

Jake Silverstein, famoso editor do The New York Times, escreveu uma descrição da Rodovia Pan-americana, dizendo que ela é "... um sistema tão vasto, tão incompleto, e tão incompreensível que ela nem é tanto uma estrada mas mais um conceito assim como o é a própria ideia do pan-americanismo".

Em outubro próximo, chegaremos em Mendoza, Argentina, nos pés do Aconcagua; e começaremos a percorrer um pouco mais da Pan-Americana, pois de Buenos Aires até Mendoza, 1.200 km, eu já havia percorrido em 2007. Nesta etapa, eu e meu irmão iremos passar por cima dos Andes para chegar a Valparaiso, no Chile e pretendemos rodar na Pan-Americana até Arica, divisa com o Peru, percorrendo só na ida, 2.149 km. Pode parecer pouco e simples, mas não é! O Trecho exige muita habilidade na direção; e além disso, nosso desafio é chegar a Ojos del Salado, uma das montanhas mais altas da Cordilheira; quando pretendemos chegar a 6.010 metros, sem uso de oxigênio auxiliar.

Nossa saída será de Belo Horizonte na Aerolineas Argentinas e Lan Chile; nosso carro será uma camionete Nissan Terrano 4X4 (versão que não existe no Brasil), com os apetrechos necessários para vencermos longos trechos de neve; e nosso apoio será oferecido pela Localiza – Chile.

Dois outros pontos históricos importantes iremos visitar: o Salar de Uyuni, na Bolívia, que é o maior deserto de sal do mundo; e o Deserto do Atacama está localizado na região norte do Chile até a fronteira com o Peru. Com cerca de 1000 km de extensão, é considerado deserto mais alto e mais árido do mundo!

Todo o planejamento, fotos e vídeos, e principalmente as dicas importantes para que outras pessoas também façam o mesmo e gastem menos; em breve estarão disponíveis aqui nas Crônicas do Imperador e em meu Facebook; e em breve, tudo isso estará no livro, “Rodando o Mundo – Comendo, dormindo e bebendo culturas!”. Dicas, sugestões, críticas e outros apoios, sempre são bem vindos, portanto, se você leu este artigo e quiser fazer algum comentário; eu estarei ansioso para lê-lo.

Agora é arrumar as malas, colocar o passaporte a vista; e aguardar o dia da viagem; e em breve, darei mais notícias!

Até lá!

 

Carlos Henrique Mascarenhas Pires



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