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DEU POLÍCIA NO BBB

Terça feira, 17 de Janeiro de 2012
DEU POLÍCIA NO BBB

As acusações começaram a fluir na internet como um vírus maléfico; de um lado uma pessoa que assina como empresário da donzela Monique Amim; e de outro um aproveitador da mídia que também afirma ser representante do mancebo Daniel ; uma diz que a moça irá dar declarações ao final de sua participação, já preparando o terreno para seu estrelato (eu não queria ser estrela desta constelação); já o outro, ironicamente e de forma escarninha, afirma numa rede social que “ela geme dormindo”.

Tudo isso por que a Rede Globo lançou uma interrogação no seu programa quando sacou o Daniel da participação e muitos já o lançaram na internet no rol dos culpados e por uma acusação pesada, a de estupro.

Bem, esta história o Brasil interiro já sabe e o Irregular.com.br não fará qualquer outra alusão sobre o tema, porque não nos emula repetir a notícia. Quem viu pelo canal pago não tem dúvida, o mancebo Daniel do BBB 12 dormiu com a jovem Monique por baixo do edredom; o que resta saber não é se houve sexo, porque isso é um problema exclusivamente deles; o Brasil inteiro parou para especular se houve ou não o estupro.

Eu não assisto o programa, mas confesso que depois do ocorrido fiquei curioso por analisar as cenas. Depois de algumas vezes observando o comportamento de ambos por baixo do tecido e com luz reduzida, a movimentação corporal de ambos pouco dá para se deduzir muita coisa. Se foi somente sexo ou abuso sexual, isso é uma coisa que, infelizmente, somente a Polícia Civil do Rio de Janeiro poderá concluir, se a moça queixar-se junto a polícia judiciária; caso contrário, ficará o dito pelo não dito e o Brasil, mas uma vez, se apanhará vivendo uma cena de dramalhão mexicano, tão comum na influência de nossa improdutiva e nefanda cultura popular.

Esta coisa de BBB é para mim uma grande suruba, onde uma súcia de zambos infelizes correm feito loucos atrás de uma grana razoável. Um ganha e outros se expõem ao ridículo somente para tentarem uma vaguinha na calçada da fama brasileira.

Desde a idealização da recreação ao vivo já passaram todos os tipos de pessoas pelas 12 edições. Sem muito esforço em pesquisa dá para identificar desdentados, fugitivo, deportado, prostitutas, estuprador, analfabetos; e se tivesse faltando um deputado, agora podemos dizer que um deles se tornou deputado; então eu posso afirmar que o BBB é a cara do Brasil e ninguém deveria reclamar tanto daquilo que vê ou do que acontece dentro da casa.

Pode observar que as meninas mais afortunadas de beleza plástica, quando entram na casa, a primeira coisa que fazem é mostrar a intimidade. Tem ocasiões que se pode concluir que muitas destas garotas estavam trancafiadas numa masmorra escura e com cinto de castidade por no mínimo 2 anos; porque quando elas entram na casa já tratam de mostrar que querem fazer sexo e mostrar seios, bunda e virilha. Eu até entendo-as, porque é fácil deduzir que se não ganharam a bolada, pelo menos conseguem um contrato numa revista masculina, de primeira categoria, de segunda, terceira ou num circo dos horrores.

O vídeo em questão que foi ao ar mostra ela, antes do edredom, aos beijos e amassos com o Daniel; depois há uma movimentação insólita na cama, camuflada pela roupa de cama; e finaliza com uma afirmação dela proferindo que não consentiu que ele fizesse nada...

No perfil de Daniel, 31 anos, publicado pela emissora ele se descreve assim: “Sou companheiro, prestativo, carinhoso e detalhista. Mas também sou verdadeiro e falo tudo na cara da pessoa”; Daniel também se afirma religioso. O jovem que se diz “modelo”, afirma que seu terço e seu escapulário são os amuletos de sua fé. Já no Perfil de Monique, gaúcha de Porto Alegre que tem 23 anos e afirma estudar administração, ela diz ser engraçada, brincalhona, parceira e comunicativa. Monique diz: “Não tenho nada que me proíba, nem que me prenda. Se tiver alguém na casa que valha a pena, por que não?”. O perfil da moça ainda afirma, em palavras dela, que ela promete ainda superar todos os limites para conquistar o prêmio...

São dois jovens, ele nem tanto, que adoram baladas sem limites e bebem feito gambás, sem medirem as consequências que tudo aquilo podem lhes trazer. Eles pouco mensuraram que estavam na frente de dezenas de câmeras que registram todos os ângulos e todas as conversas e que todo isso é vendido para 200 milhões de pessoas no mínimo.

Pelo visto ela estava “no desespero” e queria sair do empate, tirando um sarro da cara do modelo; já ele não quis ser visto como “fraco” e no auge das emoções infrequentes, aproveitando-se da falta de memória da jovem, forçou uma carícia mais aguerrida; e deu no que deu...

O estupro é a prática sexual não consensual imposto por grave ameaça de qualquer natureza ou violência por uma das partes; e só pode caracterizar estupro se tiver havido penetração e está capitulado no Código Penal no art. 214. No meu ponto de vista, analisando apenas as imagens e sem nenhum conhecimento prático do caso em questão, se Monique estava bêbeda e Daniel se aproveitou disso, ele praticou o art. 215, Violação Sexual Mediante Fraude: “Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima”. O estupro tem pena de até 10 anos, já o segundo crime, até seis anos.

É preciso sim punir o rapaz, primeiro, porque ele sabia que estava sendo filmado; depois, porque se a moda pega, esta história de que “c” de bêbado não tem dono, coitadinhas das garotas jovens que andam prá lá de Bagdá com umas doses de vodca com energético! Mas primeiro precisa-se se investigar, isso é, se Monique der queixa, porque sem a queixa formal e sem as respostas aos quesitos que compõem a planilha técnica policial, não haverá nada mais do que um bochicho global, uma rumor picante que deixou o Brasil nervoso, afinal de contas e principalmente, trata-se de um jovem negro que forçou a barra em uma jovem branca; e acreditem, ainda somos preconceituosos e juízes impiedosos em casos desta natureza.

Não podemos e não devemos tolerar qualquer que seja a violência emprega contra a mulher, muito menos a violência sexual, porque esta marca muito mais. Mas temos que ter o mínimo de bom senso para permitir que haja a defesa ampla e irrestrita do sujeito; e se for o caso, que a polícia fluminense haja com o mais absoluto rigor, para que outros jovens, brothers ou sisters, friend ou girlfriend, comecem a entender que esta pocilga chamada Brasil ainda dá para regar e florescer duas árvores importantes; uma chamada verdade e a outra chamada de justiça; para que atos pervertidos como os abusos sexuais não se tornem comuns; motivos de pilhérias e televisionados para uma nação inteira.

Não foi ao ar, mas já tem vídeos que mostram que a Monique se queixou do fato na manhã seguinte; e Daniel, pungente, querendo sair na foto de garanhão, afirmou que ele apenas perpetrou aquilo que ela aceitou. Se ela der queixa e ele for indiciado, pode o mancebo trocar a imagem de garanhão na TV por um papel de mulherzinha numa cadeia suja do Rio de Janeiro sem direito a receber nenhum centavo; aí o bicho pega...

Isso ainda vai dar panos pras mangas...


Carlos Henrique Mascarenhas Pires



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