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CÂNCER DO RETO E INTESTINO

Quarta feira, 06 de Outubro de 2010
CÂNCER DO RETO E INTESTINO

Muitas vezes abrimos os braços pela manhã bocejando forte e espreguiçando do acordar para agradecer a vida. Viver é muito importante, claro; mas viver sem a saúde em harmonia com o corpo é doloroso, triste e perigoso.

 

Até a década de 80 só se falava em câncer como algo extraordinariamente incurável, da mesma forma que há anos se expurgavam os portadores de hanseníase; com a chegada da AIDS os holofotes privados e públicos foram voltados para a moléstia do século, que vitima milhares de pessoas pelo mundo e o velho e tão comentado câncer foi sendo esquecido; até que então a campanha maravilhosa do câncer de mama conseguiu reunir estrelas do showbiz em torno de um alerta único. Mas a sociedade, principalmente a médica e política, esqueceram dos outros cânceres que matam tanto e não são lembrados, como o de intestino e reto.

 

Esta semana eu estive em São Paulo para uma reunião estratégica que traçará o começo de uma das maiores e mais importantes ações de prevenção, combate e discussão sobre os cânceres de reto e intestino; e foi lá, na sede da Interteck que entrei neste universo vasto, pouco discutido por pessoas iguais a mim e que merece não só o respeito público, mas também os olhos governamentais.

 

Doutores renomados pelo mundo fazem esta advertência há anos, mas os governos insistem em não programar campanhas sérias e abrangentes que tratem deste tipo de tema; talvez porque grande parte dos portadores sejam pessoas mais idosas (o que não vem a ser verdade plena); e como já sabemos no Brasil; crianças e idosos sempre foram tratados em segundo ou terceiro planos.

 

Antes de tudo, necessitamos saber o que é um câncer; a maioria da população desinformada pensa que câncer é contagioso e incurável, o que prova a total ignorância social. Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de uma centena de doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

 

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

 

 

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

 

Depois é necessário que todos, ou a maioria, saibam como aparece o câncer em nosso corpo, para que tenhamos a dimensão correta do que fazer e como se prevenir. As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

 

De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.

 

O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos. Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.

 

O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.

 

Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os “hábitos” e o “estilo de vida” adotada pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer, tais como: Tabagismo, Hábitos Alimentares, Alcoolismo, Hábitos Sexuais, Medicamentos, Fatores Ocupacionais, Radiação solar e Hereditariedade.

 

São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel no estado em que se apresenta a doença. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor.

 

Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum.

 

O câncer colo-retal abrange tumores que atingem o intestino grosso e o reto. Tanto homens como mulheres são igualmente afetados, sendo uma doença tratável e freqüentemente curável quando localizada no intestino, normalmente sem extensão para outros órgãos.

 

Os principais fatores de risco são: idade acima de 50 anos; história familiar de câncer de cólon e reto; história pessoal pregressa de câncer de ovário, endométrio ou mama; dieta com alto conteúdo de gordura, carne e baixo teor de cálcio; obesidade e sedentarismo.

 

Dietas ricas em frutas, vegetais, fibras, cálcio, folato e pobre em gorduras animais são consideradas uma medida preventiva. A ingestão excessiva e prolongada de bebidas alcoólicas deve ser evitada. Como prevenção é indicada uma dieta saudável e a prática de exercícios físicos.

 

O câncer colo-retal quando detectado em seu estágio inicial possui grandes chances de cura, diminuindo a taxa de mortalidade associada ao tumor. Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente ao exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Indivíduos com exame positivo devem realizar colonoscopia.

 

Para indivíduos com histórico pessoal ou familiar de câncer de cólon e reto, portadores de doença inflamatória do intestino e de algumas condições hereditárias devem procurar orientação médica o quanto antes, para que sejam submetidas a exames simples, baratos e eficazes. Estes exames podem determinar precocemente a presença de algum distúrbio e desta forma, quando cuidado por profissionais médicos habilitados em pesquisas, ainda pode ser erradicado, preservando a vida sem sofrimento.

 

Indivíduos acima de 50 anos com anemia de origem indeterminada e que apresentam a suspeita de perda crônica de sangue no hemograma, devem realizar endoscopia gastrointestinal superior e inferior. Outros sintomas que podem ocorrer são dor abdominal, massa abdominal, melena, constipação, diarréia, náuseas, vômitos, fraqueza e tenesmo. O diagnóstico da doença é feito através de biópsia endoscópica com estudo histopatológico.

 

A cirurgia é o seu tratamento primário, retirando a parte do intestino afetada. Muitos tumores do reto são tratados com cirurgias que preservam o esfíncter anal, através da utilização dos grampeadores, evitando assim as colostomias.

 

Após o tratamento cirúrgico, a radioterapia associada ou não à quimioterapia é utilizada para diminuir a possibilidade da volta do tumor (recidiva). Quando a doença está disseminada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura diminuem.

 

Mas tudo isso é o que todo médico deveria saber e todo laboratório deveria diagnosticar, mas pelo que noto, não é sempre assim. Eu tive acesso a um invento brasileiro chamado Coloff; algo tão simples e de utilidade imprescindível que provavelmente você não se dê idéia de sua real importância. Trata-se de um auxiliar de coleta de fezes que acolita os laboratórios no resgate da medida certa e sem nenhum risco de contaminação para o material. Além disso o Coloff é absorvido pela natureza, possui estudos, certificados, isenções, etc, mas as autoridades brasileiras insistem em não conhecê-lo, talvez porque seja muito barato e não projete altos ganhos por vias ilícitas.

 

De outro lado, um teste auxiliar importado dos Estados Unidos chamado Hemosure, promete revolucionar o mercado laboratorial brasileiro com diagnóstico exato, rápido e de baixo custo. Algo que poderia (e deveria) ser feito em casa, como um exame de gravidez, e que pode detectar sangue humano em fezes com a mais ampla exatidão. Este teste também está nas mãos de pessoas qualificadas e com savoir-faire para comercializá-lo por estas bandas das Américas.

 

Um produto casa perfeitamente com o outro, pois para detecção precoce de cânceres do aparelho digestivo e reto, necessita-se primariamente saber se há sangue humano nas fezes do paciente; se o material colhido for comprometido com bactérias e outras influências externas, ou ainda, quando o material analisado não receber a proporção correta de seriedade no exame, tudo pode vir a pique e a saúde do indivíduo poderá estar correndo sérios riscos.

 

Mas o que tem isso a ver comigo, um simples aspirante a jurista? Nada em primeiro grau; não fosse o meu envolvimento com a empresa Controbio, que comercializa reagentes e equipamentos de análises clínicas e que provavelmente será a precursora da apresentação comercial destas novidades de vanguarda para o Brasil.

 

Por trás destes projetos simples, baratos e eficazes há um grupo importante de empresas, médicos, cientistas, analistas, dentre outros profissionais, que dedicam parte de suas vidas para o bem comum; para uma saúde mais séria e menos inconsciente; a exemplo de nomes como a da Dra. Angelita Gama do Centro de Prevenção ao Câncer de Intestino, Associação Brasileira de Prevenção ao Câncer de Intestino (ABRAPECI) e os gestores do projeto, Coloff – SP, detentora da patente do mecanismo e Controbio – Bahia, com mais de 10 anos empregando resultados positivos para soluções imediatas em laboratórios de análises clínicas de todo Brasil.

 

Se forem estudados separadamente, retal e intestinal, ficam no terceiro lugar dos cânceres que mais matam pessoas no mundo, mas segundo os cientistas, um é praticamente similar ao outro; desta forma, a associação de sintomas pode caracterizar que os cânceres de intestino e reto são os maiores causadores de mortes dentre os blastomas; ainda assim, sendo o terceiro ou primeiro que mais mata; pouco de houve falar e pouco se faz para que isso seja reduzido, quiçá beire a extinção.

 

Saber que empresários e cientistas médicos já preparam ações simples e baratas para a prevenção e diagnóstico, já é para mim um alívio; se eu fosse pensar de modo egocêntrico, veria meus 50 anos se aproximando; mas como ser humano, preciso pensar na maioria e neste caso, que este conjunto de ações esteja logo nos lares de todos os brasileiros e não a mercê da sorte!

 

 

Carlos Henrique Mascarenhas Pires

WWW.irregular.com.br

 

 



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