Vídeo em Destaque

+ Mais videos

Enquete

LULA SERÁ PRESO?
Crônicas do Imperador
na Rede

CANÇÃO PARA A UNIDADE DA AMÉRICA LATINA

Sábado, 09 de Dezembro de 2006
CANÇÃO PARA A UNIDADE DA AMÉRICA LATINA

Em 1972 o cubano de alma mundana Pablo Milanes, amigo de Chico Buarque e de Mercedes Sosa escreveu versos que simbolizavam a união da América Latina e em 1973 a música "cancion por la unidad latinoamericana" era lançada com uma forte enfatização entre os laços que uniam Cuba e Argentina (Fidel e Guevara) e citava todas as mazelas militares que comandavam o restante dos países que ficavam entre as duas nações.

A letra foi musicada por muita gente a exemplo do Clube da Esquina, o próprio Chico Buarque e por um grupo maravilhoso que já não existe mais, Raices de America e ficou famosa no meio daqueles que como eu já tiveram ingresso no movimento estudantil nos tempos áureos da década de 70.

Eis a letra maravilhosa que não precisa de tradução e em negrito a estrofe mais linda e signifativa dela:

El nacimiento de un mundo se aplazó por un momento,

un breve lapso del tiempo, del universo un segundo.

Sin embargo parecía que todo se iba a acabar

con la distancia mortal que separó nuestras vidas.

Realizaron la labor de desunir nuestras manos

y a pesar de ser hermanos nos miramos con temor.

Cuando se pasaron los años se acumularon rencores,

se olvidaron los amores, parecíamos extraños.

Qué distancia tan sufrida, qué mundo tan separado,

jamás se hubiera encontrado sin aportar nuevas vidas.

Esclavo por una parte, servil criado por la otra,

es lo primero que nota el último en desatarse.

Explotando esta misión de verlo todo tan claro

un día se vio liberado por esta revolución.

Esto no fue un buen ejemplo para otros por liberar,

la nueva labor fue a islar

bloqueando toda experiencia.

Lo que brilla con luz propia nadie lo puede apagar.

Su brillo puede alcanzar la oscuridad de otras costas.

Qué pagará este pesar del tiempo que se perdió.

de las vidas que costó,de las que puede costar.

Lo pagará la unidad de los pueblos en cuestión,

y al que niegue esta razón la Historia condenará.

La Historia lleva su carroy a muchos nos montará,

por encima pasará de aquel que quiera negarlo.

Bolívar lanzó una estrella que junto a Martí brilló.

Fidel la dignificó para andar por estas tierras.

E como escreveu algum historiador apaixonado pela revolução latinoamericana:

"E quem garante que a história é uma carroça abandonada numa beira de estrada ou numa estação em glória.

A história é um carro alegre cheio de um povo contente, que atropela indiferente todo aquele que a negue.

É um trem riscando trilhos, abrindo novos espaços, acenando muitos braços, balançando nossos filhos.

Quem vai impedir que a chama saia iluminando o cenário, saia incendiando o plenário, saia inventando outra trama?

Quem vai evitar que os ventos batam portas mal fechadas, revirem terras mal socadas e espalhem nossos lamentos?

E enfim, quem pagará pelo pesar do tempo que se gastou, das vidas que se perderam e das quem ainda podem se perder?

Já foi lançada um estrela para quem souber enxergar, para quem quiser alcançar e andar abraçada nela!"

 



Comentários 0



Nossos Parceiros

© Copyright 2011 - Crônicas do Imperador. Todos os direitos reservados. Desenvolvimento de sites