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BOM DIA MACHU PICCHU

Segunda feira, 15 de Outubro de 2012
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(de Arequipa – Peru) Bom dia Machu Picchu! Saímos cedinho de Cuzco, a capital Inca, e fomos de carro até a pequenina Poroy para apanharmos o trem da Peru Rail até Machu Picchu. Acordamos cedo, ainda sem sol e percorremos 15 minutos até Poroy. Um detalhe importante que deve ser lembrado por todos os peregrinos que pretendem conhecer a Fortaleza Inca esquecida por séculos: não há trens que saiam de Cuzco! Ou sai de Poroy, Urubamba ou Ollantaytambo. Cada um destes lugares tem um preço diferente e há cerca de 5 tipos de trens; cada um com um preço hiper salgado. O único que estava disponível naquele dia foi o Peru Rail na versão Vista Dome, com teto de vidro. Ida e volta custa cerca de U$ 200,00, mas não é só isso não!

Primeiro você precisa entrar no site do Governo do Peru e reservar sua entrada para Machu Picchu. Cada pessoa paga $ 128,00 (Nuevos Solis), ou cerca de R$ 110,00. Depois que você fizer a reserva, guarde o bilhete e pague com cartão de crédito na loja do Governo em Cuzco. Depois você sai da loja e vai até uma das duas empresas de trens e escolhe a melhor opção. Muitas pessoas escolhem ir de vans ou ônibus até Ollantaytambo e de lá apanha o trem para Aguas Calientes, pois não há opção por rodovias. Aguas Calientes é um lugarejo charmoso, cheio de pousadas e restaurantes, que fica no pé da montanha onde fica Machu Picchu; no dia seguinte, cedinho, eles vão de ônibus até a entrada do parque e visitam as ruínas.

Meu roteiro foi o mais confortável; saí de Poroy (britanicamente às 6:40h) e o trem me levou até Aguas Calientes (cheguei às 10:10h); de lá fui de ônibus (mais 20 minutos de subida), com passagem comprada com antecedência em Cuzco (R$ 40,00 ida e volta) até o santuário. Chegando na entrada do santuário tem outra romaria para se fazer; você é obrigado a escolher entre entrar sem ou com guia. Em geral os guias falam espanhol, inglês e japonês; e cobram 200 Solis por cada jornada. Se você estiver sozinho, paga tudo; já em grupo, pode ratear o valor. O trem gasta 3 horas e meia para percorrer 87 km, portanto, calcule seu tempo, pois irá precisar de 7 horas dentro de um trem lento.

Outra dica importante! Entrar em Machu Picchu é fácil. Escolher qual roteiro percorrer é o mais difícil. Eu paguei pelo roteiro tradicional, com visita apenas as ruínas, mas há outras duas opções para pessoas com mais fôlego. Busque se informar sobre a Trilha Inca (Huaynapicchu) e visitas a Montanha.

Eu entrei sozinho e fiquei lá por cerca de 4 horas, percorrendo cada canto, cada esquina e fotografando cada pedra que compõe a fortaleza inca. Não tive qualquer dificuldade para subir e descer as ladeiras do santuário. Existem fontes que foram construídas pelos antigos incas e que estão ativas. Você pode beber água sem problema, mas nas fontes mais baixas pode haver surpresas. Turistas irresponsáveis jogam lixo e até urinam nas fontes. O melhor mesmo é beber água na primeira fonte, pertinho do relógio do sol.

Voltei para Aguas Calientes no final da tarde e pertinho das 10 da noite estávamos todos de volta em Cuzco. Nosso dia de folga havia acabado e na manhã seguinte, tínhamos mais estradas incríveis para percorrer.

De Cuzco a Arequipa, nosso Quinto Marco, são mais 456 km, mas quem pensa que é moleza precisa ir pra ver a dificuldade! O mapa indicava três opções de percurso. Após muita análise de qual trajeto fazer, escolhemos aquele que parecia mais fácil. Foi aí que erramos mais uma vez e quase pagamos nosso erro com a vida! Até Rumicolca a estrada é nota 10. Bem sinalizada e um asfalto puríssimo, mas depois desta cidade o bicho pegou geral.

Uma informação errada da Polícia Rodoviária de lá nos fez entrar numa estrada pedregosa e mais uma vez subindo os Andes. Chegamos num altiplano e o asfalto retornou depois de cerca de 50 km de muitas pedras e barrancos que sinalizavam desabar; e quando tudo parecia bem, resolvemos entrar num atalho de cascalho; uma estrada que parecia firme, mas a 90 km/h, nosso carro derrapou forte e por pouco não colidimos. O controle de braço, acelerador, freio moderado e um pouco de experiência me fez recolocar o carro na estrada e depois disso, muita cautela até o próximo trecho de asfalto.

Em Combapata, uma cidade estranha, rasgada e empoeirada pela pesada mineração, ficamos sabendo que ainda tínhamos mais 80 km de cascalho e que deveríamos cumprir este trajeto em mais de 5 horas. Foi uma sensação horrível, porque iria anoitecer e nosso combustível começou a escassear. Depois de muitos sustos, curvas perigosas, frio, deserto e um punhado de guanacos atravessando a estrada, finalmente, seis horas depois; chegamos novamente na Rodovia Panamericana; e daí em diante, um imenso Cânion até Ayura; e depois, Arequipa!

Arequipa localiza-se no sul do Peru, a 2300 metros de altitude, estendendo-se numa área de oásis localizada num vale das montanhas desérticas da cordilheira dos Andes, e rodeada por vários picos, entre os quais o de Misti, com cerca de 5822 metros de altitude, que é um vulcão ainda ativo. Na cidade há cerca de 841 mil habitantes. O trânsito é uma confusão dos diabos e se você precisar de uma informação na hora do rush, esqueça e se vire sozinho! O povo é muito amável e prestativo, mas no trânsito, ninguém conhece nem ajuda ninguém. Em Arequipa ficamos no simpático DREAMS HOTEL BOUTIQUE; um lugar aconchegante, num bairro tranquilo (Vallecito) e contando com os préstimos de um excelente cheff de cozinha que entende muito de culinária local e internacional.

E assim finalizamos mais um dia do Rallye Panamerican Highway – Andes – Peru. O trajeto com a finalização dos três últimos limites, até a volta a Lima, e regresso ao Brasil; escreverei em outro texto. Ao final citarei os gastos, as curiosidades e todas as nossas lembranças desta viagem incrível, que deixou saudades e que afirmo: todo aventureiro deveria fazer este percurso, pelo menos uma vez na vida!

Sites importantes para pesquisa sobre as coisas do Peru:
01 - Machupicchu.gob.pe (Venda de bilhetes para o santuário)
02 - Perurail.com (serviço de trem)
03 - Dreamshotelboutique.com (Hotel em Arequipa)


Carlos Henrique Mascarenhas Pires



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