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BANCO DO TURISMO, O GUIA DO BRASIL

Terça feira, 16 de Janeiro de 2007
BANCO DO TURISMO, O GUIA DO BRASIL

O turismo brasileiro até que andou muito bem, obrigado, até alguns anos atrás quando a moeda estadunidense estava muito mais cara do que a brasileira; o fator aviação civil também contribuiu para o alto crescimento dos pólos turísticos brasileiros com a reforma completa dos aeroportos e o também pelo surgimento da GOL Linhas Aéreas que implantou um modelo econômico de bilhetes com aeronaves novíssimas.

Mas como já afirmou Newton em sua teoria mais célebre, que tudo que sobe desce, o bom, velho e prazeroso turismo brasileiro começou em 2005 a sofrer duros golpes; o primeiro deles foi a baixa do dólar. Este fator de desvalorização da moeda “americana” incentivou a alta procura pelos pacotes internacionais, principalmente para os roteiros dos Estados Unidos da América e como sempre, a Europa. Viajar para Portugal por exemplo, que hoje sai em média R$ 5.200,00 para um casal que pretenda ficar cerca de 8 noites naquele país, com a facilidade de dividir este valor em dez vezes sem juros (10X R$ 520,00), incluso hotel, passagem e café da manhã, fica relativamente mais barato que viajar para Fortaleza e passar o mesmo período e oito noites. Hoje, o mesmo pacote para a capital cearense fica em torno de R$ 4.900,00 por casal ou apartamento duplo em hotel 4 estrelas.

A condição das estradas brasileiras e o alto preço do combustível também afugentaram os brasileiros que curtem aventuras terrestres, aqueles que amam por o carro na estrada e seguir até o “sem fim” parando nos pontos mais lindos do país. Viajar de carro ficou cada vez mais caro e inseguro. Estradas esburacadas e assaltos intermináveis fizeram com que os brasileiros saiam de carro apenas do trabalho para casa e vice versa, quando ainda conseguem fazer isso.

Por ultimo, a internet que deveria contribuir com a divulgação de pontos turísticos brasileiros, focando cada vez mais nos locais alternativos, além de não ajudar, ainda atrapalha. As informações publicadas nos milhares de portais turísticos virtuais são falhas e nada confiáveis. O turista que tenta acessar a internet afim de conhecer um lugar novo ou algum cantinho do Brasil inexplorado, com certeza não terá nenhum êxito e normalmente terá de pagar (o que eu acho até justo) para comprar um Guia Quatro Rodas físico. O mesmo guia na internet não consegue oferecer um desempenho muito agradável e de tantas senhas e dados solicitados, o pesquisador acaba por desistir.

Os empreendimentos hoteleiros, restaurantes e casas que sirvam de diversão para possíveis visitantes de algumas cidades turísticas também falham quando, ou não publicam seus atrativos ou simplesmente publicam e jamais atualizam, salvo raríssimos casos isolados. No mesmo campo de divulgação virtual, que é barato e simples, desde que tenha o devido estudo e empresa que o faça de maneira responsável, empresas que se arriscam a divulgarem seus estabelecimentos pecam muitas vezes pela semeadura da dúvida e apostam que o turista ligue para efetuarem reservas ou consulta de preços, enquanto poderiam simplificar a questão publicando as informações que os pesquisadores necessitam.

Nos últimos anos, houve um crescimento assustador de empresas que criam e publicam “sites” na internet; também houve um crescimento de igual proporção de novas pessoas fascinadas com as informações virtuais, mas nenhuma empresa senão a Editora Abril moveu “uma palha” para incentivar e alavancar o turismo nacional. Nenhum empresa séria mostrou qualquer esforço para uma publicação atualizada diariamente com conteúdo focado no turismo, nem mesmo os grandes portais como UOL e TERRA. Os dois portais, Terra e Uol, assim como outros importantes portais, possuem seus espaços destinados ao turismo do Brasil mas é vergonhoso como estes espaços são desatualizados. Outro dia, pesquisando em um deles, encontrei citação para a Transbrasil, como se os aviões da empresa ainda voassem pelo céu brasileiro e nas informações de hotéis importantes como o Copacabana Palace no Rio de Janeiro o telefone de contato ainda estava grafado com sete dígitos. Somente para ilustrar, os últimos telefones com sete dígitos no Rio de Janeiro foram mudados para o formato de oito dígitos desde 1999, ou seja, a informação foi copiada, sabe-se Deus com qual critério e publicada de maneira irresponsável.

É desta forma que o turismo brasileiro é tratado pelos gigantes da internet; procuram apenas querer mostrar ao seus usuários e consumidores que eles possuem muito conteúdo, mas sequer se preocupam com aquilo que lhes é informado, muito menos com aquilo que é publicado. É a prova clara de que o negócio do turismo pode até interessar a todos, mas poucos o tratam como um negócio sério e prazeroso.

Para tentar mudar tudo isso e passar a transformar o turismo nacional numa industria rentável e séria, atribuindo o respeito merecedor e as informações atualizadas em respeito a quem o consome, foi que em 2004 eu criei o Banco do Turismo (www.bancodoturismo.com.br), um portal que pode até possuir intenções e roteiros parecidos com tantos outros, mas a finalidade será sempre a informação séria, nua e crua, sobretudo passando a divulgar e informar roteiros alternativos que façam o mesmo efeito dos tradicionais.

Para se ter uma idéia do que é a internet hoje e as informações deturpadas contidas na rede, na primeira semana de 2007, logo após o reveillon, eu resolvi viajar de carro com a minha família para Porto Seguro, saindo de Belo Horizonte e procurei informações sobre hotéis com uma categoria de médio à superior e cheguei a ligar para oito estabelecimentos e o resultado foi: seis não havia vagas e dois estavam cobrando por telefone cinco vezes mais do que o habitual e em nenhum deles havia nenhuma informação de tarifário, nem mesmo o tarifário diferenciado, comum em hotéis que estão em pontos de alta procura turística.

O resultado desta minha pesquisa foi que eu preferi reservar um ótimo hotel em Eunápolis, distante 62Km de Porto Seguro, que me ofereceu duas piscinas, apartamento amplo com internet banda larga, café da manhã, sauna, restaurante, garagem coberta e muito mais conforto, pelo preço de uma pousadinha escondida em Porto Seguro. Na verdade, eu paguei R$ 140,00 por um apartamento quádruplo no cartão de crédito, enquanto o menor preço que eu consegui de uma diária em Porto Seguro foi de R$ 650,00. Pela economia eu me desloquei para Porto Seguro nos dois dias que fiquei, almocei muito bem e jantei melhor ainda e ainda economizei muitos reais.

Neste caso que citei, na verdade quem perdeu foram os muitos hotéis de Porto Seguro que não conseguiram sua lotação plena e não tiveram instrumento capaz de me seduzir para poder pesquisá-los. Eu sei que centenas de hotéis e pousadas de Porto Seguro e arraiais vizinhos como D’Ajuda, Trancoso e Caraíva ficaram com leitos desocupados, mas como os encontrar no meio de tantos hotéis e tão poucas informações virtuais sérias?

Uma semana antes de mim, um colaborador do Banco do Turismo, Dr. Claudio Santos Miranda, também viajou para Porto Seguro sem nenhuma reserva ou informação e conseguiu uma pousada beira mar para duas pessoas por R$ 650,00 por oito dias, inclusive com direito ao período do reveillon. Pura sorte!

Na contramão do agito que eu e o Claudio procuramos para um curto período de folga, o também colaborador, Dr. Gilmar Xavier, a bordo seu sua Zafira, foi veranear com a numerosa família no norte do Rio de Janeiro, na cidade de Raposo, e ficou num hotel que apesar de estar na zona urbana se assemelha a hotel rural pela dimensão externa e atrativos, com pensão completa (www.hotelfazendaraposo.com.br) pagando cerca de R$ 200,00 a diária pelo casal. Segundo Gilmar, a cidade de Raposo possui muitas alternativas de hotéis e pousadas para descanso mas como 90% das demais cidades brasileiras, falta-lhe divulgação séria.

O projeto Banco do Turismo é tão sério e importante que ainda eu não tive a devida coragem de colocá-lo “no ar” devido à preocupação freqüente de não errarmos ou nos tornarmos mais um que nasce e morre entes mesmo de completar o primeiro aniversário. Nossa proposta é divulgar, divulgar e divulgar o turismo dos quatro cantos do Brasil, mas não podemos esquecer jamais de cobrar dos estabelecimentos anunciantes que atualizem seus dados e suas informações e do Poder Executivo que facilite o acesso. Somente desta forma conseguiremos postar alternativas capazes de movimentar e deslocar um número maior de pessoas para determinado pólo.

Pode ser que ainda este ano consigamos, eu e meus parceiros idealistas, colocarmos a disposição de todos os pesquisadores de internet o nosso portal, mas se não conseguirmos por qualquer motivo, é bom deixar registrado que não será por capacidade, determinação ou pesquisa. Outros valores necessitam atribuir ao nosso projeto e enquanto estivermos em fase de pesquisa e elaboração, sei que será difícil, mas com mais colaboradores e um pouco de sorte também, em breve o Banco do Turismo estará estampado em cada hotel, em cada restaurante e lanchonete, em cada locadora, em cada estação rodoviária e aeroporto. Em breve teremos a oportunidade de indicar novos e prazerosos roteiros turísticos; roteiros que consigam atraírem novos e experientes brasileiros e que consigam o devido respeito dos turistas internacionais que tanto contribuem para o desenvolvimento cultural e comercial de muitas regiões.

O Banco do Turismo precisa nascer de forma gratuita, acessível a qualquer um que busque qualquer informação sobre o turismo do Brasil, sem nenhuma necessidade de coleta de dados ou números de documentos; sem os entraves das senhas desastradas que fazem com que cada vez mais o pesquisador esqueça das suas fontes de busca e na outra ponta, que qualquer estabelecimento que possa servir aos propósitos do mesmo turismo, consiga se colocar entre os demais, da mesma forma, simples e objetiva.

Assim será o Banco do Turismo, um guia de todos, no Brasil e no exterior, fácil e simples como deveria ser o turismo nacional!

 

Carlos Henrique Mascarenhas Pires

 



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