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AFINAL, SABEMOS NÓS RECEBER UM VISITANTE?

Domingo, 11 de Março de 2007
AFINAL, SABEMOS NÓS RECEBER UM VISITANTE?

Esta semana eu até cheguei a iniciar minha crônica falando da atual condição da mulher na sociedade brasileira. Eu iria fazer uma apologia ao Dia Internacional da Mulher mas não pude me conter, aliás, os meus dedos não conseguiram escrever sobre o tema escolhido e iniciaram uma espécie de faniquito e me induziram a discernir sobre a visita de 20 horas ao Brasil do Presidente estadunidense George W. Bush.

Mas antes mesmo de falar sobre a visita de Bush a São Paulo, eu necessito fazer um desabafo público e pedir desculpas aos meus amigos leitores. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez de fato chegou ao ápice da insanidade. O cucaracho que pensa ser militar e revolucionário está passando dos limites e como se não bastasse o território venezuelano para ele usar como palco de suas sandices o néscio agora está alugando o espaço territorial de outros tantos insanos como ele; caso da Argentina que aceitou que Chávez alugasse um estádio para fazer uma espécie de comício internacional de provocação a Bush.

Da ultima vez que estive em Nova Iorque eu estava no subúrbio de Nova Jersey e estava pichada num muro de uma escola a seguinte frase: “Idiotic insane person clown”. Traduzindo a frase significa: louco, idiota, palhaço, e é na verdade como eu vejo o venezuelano que se pôs presidente pela força e falcatrua e anda tentando pintar quadros de santinho e imprescindível pai da América Latina.

Esta história de Hugo Chávez e Evo Morales pleiteando uma vaga de herói moderno latino não irá prestar. Loucos precisam de psiquiatra e não de poder. Já vimos em outras histórias às conseqüências que podem causar um louco sedento por poder e o caso de Chávez é muito mais preocupante do que o de Hitler por exemplo. Quem quer que tenha lido algo a respeito da “raça ariana e o Nazismo” saberá entender que aqui na Venezuela é um modelo similar às avessas.

Mas entrando no tema central, finalmente, esta semana que passou os brasileiros receberam sem nenhuma educação o Presidente George W. Bush, a Primeira Dama Laura e a Secretária de Estado Condoleezza Rice, dos Estados Unidos da América. Pompas a parte, quando uma nação recebe a visita do presidente estadunidense o aparato militar é um dos fatores que mais chamam a atenção. No caso do Brasil, desta vez Bush trouxe 320 homens do seu serviço secreto e contaram com a ajuda de nada menos que 3 mil homens da segurança pública e militar do Brasil.

Quando o Air Force One pousou em Guarulhos a comitiva que veio do EUA já recebeu em solo as limusines blindadas e outras dezenas de veículos blindados pertencentes à Embaixada e Consulados estadunidenses no Brasil e todos foram para o hotel na capital paulista onde ficou hospedado o presidente, parando uma centena de ruas paulistanas no trajeto.

Todos nós sensatos sabemos que este tipo de aparato é um pouco exagerado mas temos que ter a devida consciência de que o simbolismo em torno do Presidente dos Estados Unidos da América, como o homem mais poderoso e querido morto do planeta, requer uma atenção maior do que os demais, além do mais, Bush não veio ao Brasil fazer turismo. O Presidente George W. Bush veio discutir assuntos que unem ainda mais o seu país e o Brasil e se por acaso esta discussão foi pleiteada aqui no Brasil, com certeza ele foi convidado. Tenho quase certeza também que se dependesse da vontade de Bush, ele não pisaria em solo brasileiro sem a exagerada necessidade, portanto, é uma regra de etiqueta de que, quando recebemos visita, sobretudo se quem convida é o “chefe da casa”.

Um bando de moleques espalhados pelo Brasil, como foi visto nas televisões, de cara pintada e cabelos raspados, foram às ruas conflitarem com os policiais militares que auxiliaram na segurança de George Bush, quebrando postes, sujando as ruas e aumentando ainda mais o tumulto que se fez com a visita inusitada. Estes bandidos a serviço de partidos políticos néscios e desmiolados não sabem mais o Presidente Bush deve ter rido das cenas patéticas isoladas que se fizeram na Avenida Paulista e outros pontos de São Paulo ou da palhaçada organizada enfrente a Embaixada dos EUA em Brasília, e o que é pior, é que as movimentações contra a presença de Bush no Brasil foram do “nada ao lugar nenhum”. Alguns policiais feridos e uma dezena de manifestantes presos e acalmados por força bruta, para lembrarem que em todo país se pode sim manifestar mas que a violência gera violência e que PRECISAMOS TER ORDEM em casa.

Eu lembro de certa ocasião em que Fidel Castro foi discursar na ONU e no trajeto do hotel até a sede do organismo, dispensou o carro de condução e foi a pé, com seus seguranças e simpatizantes, pelas ruas de Nova Iorque, causando um tumulto jamais visto na cidade e mesmo Fernando Henrique Cardoso, na época Presidente do Brasil, que fez o mesmo que Fidel, causou tumulto por onde passou, afinal de contas trata-se de um Chefe de Estado e por este fato, por mais simples que seja ou insignificante para a nação visitada, quem o convida precisa lhe dar segurança.

Eu não morro de amores pelo Presidente Bush também mas se faço críticas ao se desempenho como administrador, o faço com palavras escritas e presumo que estas sejam reiteradas com bases éticas e sempre me preocupo de não atacar a honra do homem ou do povo que ele representa. A presença de Bush no Brasil não deveria ser recebida da forma que foi noticiada, com quebra-quebra, sangue, prisões e internações. Por mais ignorante que seja um povo, ele deve cuidar de seus convidados para que este convidado leve a melhor das impressões da nossa casa. Se eu fosse o Bush, com certeza mandaria rever, para pior, os critérios de concessão de vistos para os brasileiros.

Mas afinal de contas, o que foi que um Presidente estadunidense veio fazer aqui? O Presidente George W. Bush não veio somente ao Brasil. Na agenda do administrador estavam Uruguai e Colômbia e no caminho, o Brasil. Para a imprensa a casa Branca divulgou que Lula e Bush veriam as alternativas energéticas criadas pelo Brasil e assinariam acordos que viabilizam material humano e dinheiro para a criação e desenvolvimento de novas fontes de energia entre os dois países, além de é claro, discutirem os impasses causados pelo Etanol (álcool de cana de açúcar) brasileiro que recebe sobretaxas ao entrar no mercado estadunidense, ou seja, Bush veio aqui, mas quem mais precisa dele neste momento somos nós e não o contrario. Se por um lado ele precisa do álcool do Brasil e conhecer os nossos carros bi combustível, por outro nós precisamos de seu dinheiro; os dólares do TIO Sam é quem financiam muitas de nossas pesquisas importantes e não é “dando tapa na cara” de Bush que conseguiremos realizar tais pesquisas.

Eu também não quero também dizer aqui que devemos ser falsos, mas precisamos sim adotar uma postura no mínimo educada e se não concordamos com esta ou aquela política adotada por “nosso Presidente” que aprendamos a protestar nas urnas. As bandeiras que foram vistas nos protestos mais significativos contra Bush em São Paulo e Brasília, foram as do PSTU e MST, ambos reconhecidamente baderneiros e truculentos e não podem ser confundidos com o restante de brasileiros. O engraçado desta história é o MST, que alega ser pobre coitado mas tem dinheiro para colocar trio elétrico na Avenida Paulista para PROTESTAR CONTRA A VISITA DE BUSH. Nem mesmo Arnaldo Jabor, conhecido jornalista que “bate firme” nas ações de George Bush, foi visto comentando o evento.

Os brasileiros que tentam absurdamente invadir os Estados Unidos da América rompendo as fronteiras pelo México podem sim ter “cólera” dos presidentes estadunidenses mas também deveriam lembrar que qualquer um Presidente que se preze faria o mesmo. Está em jogo a soberania de um país, e aliás, um país que o mundo inteiro critica, comenta e tenta destruí-lo. Eu acho exagerado algumas ações como a construção de um muro separando-o do resto do continente, mas também me coloco na pele deles quando são obrigados e ver todos os dias, milhares de invasores levando todo tipo de cultura, drogas e doenças. A criminalidade norte-americana também cresce nas cidades em que os latinos é uma grande comunidade, portanto, não seria normal se eles nos vissem como amistosos e pacíficos.

Eu sei que em todos os países que Bush ou qualquer outro Presidente dos Estados Unidos da América passe, haverá manifestações populares contra, até mesmo os países que são tidos como aliados, mas nos paises latinos e asiáticos a presença de um chefe de estado estadunidense será sempre vista como um afronte ao povo (sem razão clara); como se os Estados Unidos da América tivessem uma dívida eterna com cada nação do globo ou se eles tivessem que pagar alguma coisa por serem os mais ricos.

Da mesma forma que eu vejo e repudio os radicais islâmicos ou os povos que se sentem os maiorais da Terra, eu repudio veementemente as pessoas que usam da violência para organizarem protestos e foi desta forma que uns poucos fizeram quando da chegada de Bush no Brasil semana passada e provo que estou certo, citando as visitas de Evo Morales e Hugo Chávez aqui mesmo no Brasil. Os dois se uniram para roubar nosso país e quando chegam aqui são recebidos como heróis, com direito a festa e manifestações favoráveis.

Se quem chega para um diálogo é recebido com palavrões e manifestações de repudio e quem nos furta o pouco que temos chega em nossa casa como se fosse um amigo querido, eu chego à conclusão de que têm algo errado, mas se alguém precisa de um divã, com certeza esta pessoa não sou eu.

Se tivéssemos que pagar pelos males que promovemos ao longo da história as nações que quase destruímos, estaríamos em maus lençóis ao encarar vizinhos como o Paraguai, Argentina e Uruguai, que roubamos espuriamente suas terras no passado ou muitas das nações africanas descarregariam suas iras mais fortes contra nosso povo por termos escravizado seus povos durantes séculos, os colocando na pior condição que um ser humano pode estar, e nem por isso quando um presidente brasileiro os visita, é recebido da forma que Bush foi aqui.

A verdade pode doer, mas ele precisa ser dita, ou escrita!

 

Carlos Henrique Mascarenhas Pires

 



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